Campos faz crítica velada à política econômica do governo Dilma Rousseff

Provável candidato do PSB à Presidência disse que falta interesse político para resolver questões do setor terciário

Alfredo Junqueira, O Estado de S. Paulo

14 de março de 2013 | 14h21

RIO - Em discurso na Confederação Nacional do Comércio (CNC) nesta quinta-feira, 14, o governador de Pernambuco e provável candidato do PSB à Presidência para 2014, Eduardo Campos fez críticas ao desempenho da economia brasileira e à falta de interesse político para resolver questões de interesse do setor terciário no País. Sem alfinetar explicitamente a política econômica da presidente Dilma Rousseff, o socialista afirmou que "é preciso unir os brasileiros" para discutir como fazer a economia voltar a crescer em todos os setores.

"Temos o desafio de pensar o Brasil estrategicamente, tivemos um 2011 pior que 2010 e um 2012 pior que 2011. Os Estados Unidos sofreram muito com a crise financeira iniciada em 2008 e cresceram mais do que o dobro que o Brasil no ano passado", afirmou o governador pernambucano.

Campos falou por cerca de dez minutos e foi muito aplaudido pela plateia formada por empresários do setor de comércio e serviços. Entre as mesas, comentava-se sobre a possível candidatura de Campos à presidência. O governador evitou, no entanto, em seu discurso, entrar em temas mais polêmicos, como a questão dos royalties do petróleo.

Apontado como principal articulador da alteração da lei que redistribui os valores pagos pelas compensações da exploração do petróleo, Campos vem tentando um acordo entre Estados produtores e não produtores. As mudanças na legislação prejudicaram principalmente Rio de Janeiro e Espírito Santo, que anunciaram que vão entrar no Supremo Tribunal Federal com ações para derrubar as mudanças nos pagamentos dos royalties.

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