Campos e Maluf vão definir jogo na TV

Se PSB tiver candidatura própria em SP, Padilha e Alckmin terão tempos semelhantes; PP dispõe de mais de um minuto e é cortejado por todos

Pedro Venceslau e Ricardo Chapola, Agência Estado

13 de outubro de 2013 | 08h05

Com a possibilidade de afastamento do PSB, partido de Eduardo Campos, da candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) ao governo paulista em 2014, o palanque eletrônico da campanha tende a ficar mais equilibrado entre petistas e tucanos. Mesmo contando hoje com seis legendas praticamente alinhadas ao seu lado - DEM, PPS, Solidariedade, PTB, PRB e PSC -, o governador teria quase o mesmo tempo de TV na propaganda eleitoral que o PT.

 

Segundo levantamento do Estadão Dados, a aliança tucana sem o PSB teria, na atual configuração, 5min22s. Com apoio provável apenas do PR e do PC do B - que ventila a candidatura do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, mas está na área de influência do PT -, os petistas contariam com 5min07s diários para alavancar a candidatura do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

 

O apoio do PSB a um dos dois lados significaria o acréscimo de quase 1 minuto diário.

Após a aliança entre a ex-ministra Marina Silva e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, o diretório paulista do PSB passou a ser pressionado a lançar candidatura própria.

 

O cobiçado. Outro partido que ainda que não decidiu quem apoiará em 2014 é o PP, "dono" de 1 minuto e 16 segundos do tempo na propaganda eleitoral de televisão. Presidida pelo deputado Paulo Maluf em São Paulo, a legenda está sendo disputada diretamente pelo PT, PSDB e PMDB. A sigla está abrigada no governo Alckmin, onde comanda a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), e na Prefeitura de São Paulo, administrada pelo petista Fernando Haddad, com a Secretaria de Habitação.

 

"Não há compromisso nenhum para 2014 com ninguém", afirmou Maluf.

 

Os tucanos têm reunião marcada nos próximos dias com a cúpula nacional do PP para pressionar o apoio em São Paulo. No caso do PSB, o PSDB tenta convencer Campos de que é melhor para o partido ter um palanque forte no Estado.

 

Auxiliares do governador afirmam que Campos deu sinal verde para que as tratativas continuassem nesta direção.

 

As negociações tucanas com o PSB implicam um outro dilema: se a imagem de Geraldo Alckmin poderia ou não ser usada nos materiais de campanha presidencial de Eduardo Campos em São Paulo ou se isso seria uma prerrogativa tucana.

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