Divulgação - 18/03/2013
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Campos diz ter mais afinidade com Serra do que com 'muita gente' da base aliada

Governador de Pernambuco enumerou realizações do político tucano e defendeu aproximação

Angela Lacerda, da Agência Estado,

22 de março de 2013 | 14h02

RECIFE - Uma semana depois de ter se encontrado com José Serra (PSDB), em São Paulo, o governador Eduardo Campos, presidente nacional do PSB, afirmou nesta sexta-feira, 22, haver mais afinidades políticas do que divergências com o tucano. "Esse campo em que Serra sempre militou é muito mais próximo do nosso campo político do que muita gente que está conosco e que esteve conosco na base de sustentação do presidente Lula", afirmou ele. "Todo mundo sabe disso."

"Acho que é importante a gente manter essa capacidade de dialogar", destacou, em entrevista concedida durante o lançamento de um livro sobre escultores pernambucanos patrocinado pela construtora OAS, no Recife. "Dialogar não significa aderir à posição das pessoas, dialogar significa civilidade, humildade para saber que suas posições podem melhorar na medida em que se aceita a ponderação dos outros e isso nós fizemos", disse.

A aproximação de Campos com Serra, em mais um lance para pavimentar a candidatura do pernambucano à Presidência em 2014, deixou tanto tucanos como petistas inquietos, como mostrou reportagem do Estado nesta sexta-feira.

Indagado se a conversa com Serra traria desconforto à boa relação que mantém com senador Aécio Neves (PSDB-MG), que também pretende disputar a Presidência no ano que vem, Campos minimizou. "O próprio Aécio vai encontrar Serra estes dias", afirmou, voltando a explicar as afinidades que o aproximam de Serra, de quem foi colega, como governador, quando o tucano governou São Paulo.

"Ele (Serra) foi muito amigo do meu avô (Miguel Arraes), eu sempre tive boa relação com Serra, o próprio presidente Lula sabe disso, que sempre tivemos uma porta de conversa."

Segundo Campos, as diferenças entre os dois nunca empanaram a possibilidade de discutir sobre economia. "Serra é economista respeitado, homem público de experiência, foi um grande ministro da Saúde, governou o maior Estado e a maior cidade do País", elogiou.

Entre os pontos de convergência com o tucano, citou a melhor distribuição de renda no País, um crescimento mais arrojado, e uma política de inovação que agregue valor às exportações.

"Entendo que devemos seguir discutindo o Brasil", afirmou o governador, que tem mantido encontros com empresários no Sudeste e busca abrir espaço para seu nome na região.

Dilma. Sobre a visita da presidente Dilma Rousseff a Pernambuco, agendada para esta segunda-feira, 25, depois de muitos adiamentos, ele garantiu que a petista será muito bem recebida. "Estou muito feliz por receber a presidente aqui, terei muito gosto de fazer uma calorosa recepção para ela", afirmou, na expectativa de que "nossas equipes sigam trabalhando para o bem de Pernambuco e do Brasil".

Sobre a declaração do secretário do PT, Paulo Teixeira, para quem o voto do Nordeste é "petista e dilmista", Campos afirmou, sorrindo: "Acho que o voto do Nordeste é dos nordestrinos".

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