Campos diz que não vê incoerência em apoiar Alckmin

"A construção de uma eleição nacional enfrenta, nos estados, estes quadros", afirmou candidato do PSB

ANTÔNIO TEIXEIRA, ESPECIAL PARA AE, Agência Estado

22 de julho de 2014 | 17h33

O candidato a presidente Eduardo Campos (PSB) esteve nesta terça-feira, 22, em Marília para inaugurar o primeiro de 40 comitês de campanha no Estado de São Paulo. Durante os discursos e em entrevista coletiva, Campos ressaltou o apoio do governador Geraldo Alckmin (PSDB), de quem espera reciprocidade nas eleições de 2014. Geraldo Alckmin já anunciou que vai fazer campanha apenas para o candidato do partido, Aécio Neves. Ao ser questionado sobre o apoio a Alckmin, já que sua candidata a vice, Marina Silva (Rede) sempre foi contra, Campos respondeu que essa questão é um "debate de palanque, que já passou".

À reportagem, Campos enfatizou que não há incoerência no apoio ao governador. "Estamos obtendo apoio de governadores de vários Estados. Em alguns, tem até dois ou três candidatos nos apoiando. A construção de uma eleição nacional enfrenta, nos estados, estes quadros", disse. Jornal de campanha que foi distribuído no comitê traz a foto de Eduardo Campos, com Alckmin e Márcio França ao lado.

Campos chegou à Marília por volta das 11h30. No comitê, que fica no centro da cidade, ele foi recebido por dezenas de prefeitos, vereadores e outras lideranças políticas regionais. O candidato estava acompanhado dos deputados federais Roberto Freire (PPS) e Abelardo Camarinha (PSB), do candidato a vice-governador Márcio França (PSB) e do prefeito de Marília, Vinícius Camarinha (PSB).

Marina não foi citada pelos oradores. Apenas Márcio França fez menção à vice de Campos, lembrando que ela foi candidata na última eleição, obtendo 20 milhões de votos. "Ela vai nos ajudar no norte do País, mas quem vai mandar é o Eduardo", disse. Sobre essa questão, Eduardo disse que está trabalhando junto com Marina. "Nós fizemos um acordo programático. Discutimos com a sociedade. Na verdade, no serviço público, quem deve mandar é o povo", desconversou.

Suassuna

O candidato do PSB cancelou a agenda de campanha desta quarta, em São Paulo para ir ao Recife acompanhar o estado de saúde do escritor Ariano Suassuna, que foi secretário do ex-governador em Pernambuco.

O autor está em coma e respira com ajuda de aparelhos, após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC). Além ter atuado na equipe de Campos, Suassuna é amigo pessoal de toda a família do candidato do PSB.

Colaborou Isadora Peron

Tudo o que sabemos sobre:
eleiçõesEduardo CamposAlckmin

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.