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Campos destaca 'crise de representatividade' dos jovens

Grupo "Juventude com Coragem" teve encontro com candidato nesta segunda-feira

ANA FERNANDES, Estadão Conteúdo

04 de agosto de 2014 | 16h53

Recebidos com cantos e gritos exaltando-os como futuros governantes do Brasil, Eduardo Campos (PSB) e sua vice na chapa Marina Silva receberam, em São Paulo, uma carta de apoio, reivindicações e compromissos do grupo de militantes que se intitula "Juventude com Coragem". Campos discursou para cerca de 150 jovens, falando sobre a crise de representatividade das "várias juventudes que se somam no Brasil".

Segundo o candidato à Presidência, hoje o Brasil tem 15 milhões de idosos e, em 20 anos, terá 40 milhões. "Temos mais 20 anos como país jovem. É esse tempo que temos para estabelecer a representação política da juventude para que possa embalar o País lá na frente", disse Campos, ao reforçar seu discurso da opção pela mudança e renovação na política. Ele elogiou a "energia" e a "garra" da juventude, necessárias ao projeto do "novo".

O pessebista lembrou o papel da juventude em momentos históricos, como no movimento Diretas Já e no impeachment de Fernando Collor de Melo, para defender a sua importância na sociedade. "Não vamos fazer da juventude massa de manobra política", afirmou Campos, ao elogiar o compromisso dos militantes presentes.

Campos reiterou suas promessas em relação ao passe livre estudantil e ao ensino integral, reforçando a sua gestão como governador de Pernambuco. Afirmou que, no seu Estado, os professores públicos têm maior valorização salarial.

Marina Silva também falou da importância da educação, definindo-se como "milagre da educação". Ela se disse muito emocionada com a participação dos jovens na campanha. Reafirmou o que disse em ocasiões anteriores, de que o Brasil já teve um presidente eleito que pediu aos brasileiros a oportunidade de estabilizar a economia, referindo-se a Fernando Henrique Cardoso (PSDB), um presidente que pediu, em carta aos brasileiros, um voto de confiança para promover inclusão social, em referência a Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e que é hora de um governo ser eleito a partir de uma "carta dos brasileiros". "Fico muito feliz que a primeira carta seja da juventude", disse aos jovens presentes.

Marina reforçou também o discurso de aliança "programática" dela e de seu grupo Rede Sustentabilidade, que não teve o processo aceito pela Justiça Eleitoral para se tornar um partido, com o PSB. "É a primeira vez que a vice não oferece um segundo em campanha de televisão", disse, ao agradecer a "generosidade" do seu companheiro de chapa. Ela falou do compromisso dos dois com o programa de governo - previsto para ser entregue em 13 de agosto - e que terá defesa de propostas para a educação, saúde, sustentabilidade.

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