Campos defende 'tempo novo' para a economia do País

Apesar de reafirmar que a sucessão presidencial só será discutida em 2014 e de ser recebido por aproximadamente dois mil militantes em um Centro de Convenções em Santos (SP), o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, defendeu "um tempo novo" para a economia brasileira.

DAIENE CARDOSO, Agência Estado

05 Abril 2013 | 18h30

Acompanhado de correligionários que gritavam "Brasil para frente, Eduardo presidente" e "Um novo caminho para um novo Brasil", Campos discursou por mais de 30 minutos e, além de defender "um tempo novo" e "uma reflexão em uma nova perspectiva para a economia brasileira", pregou: "Precisamos pensar em uma nova agenda."

Campos chegou ao 57º Congresso Estadual de Municípios depois das 15 horas, acompanhado por militantes que empunhavam bandeiras e faixas que defendiam a sua candidatura. Em meio ao tumulto, o governador tirou fotos, cumprimentou presentes e comeu mortadela em um dos estandes. "Um novo nome que surge com força num novo Brasil: Eduardo Campos", disse o prefeito de Campinas (SP), Jonas Donizetti (PSB), ao apresentá-lo aos prefeitos.

Em seu discurso, Campos falou da crise europeia e mencionou a recuperação da economia norte-americana, que já começa a superar o próprio desempenho da brasileira. "Não podemos ficar no Brasil sem olhar isso", observou. O pessebista disse que é preciso olhar os desafios do crescimento econômico e da pauta estratégica brasileira para promover a competitividade sem acabar com as conquistas dos trabalhadores. "Está na hora de termos consciência de que o Brasil melhorou muito, mas dentro deste País ainda tem mais ganho, mais direito (a ser oferecido à população)", disse.

Aos prefeitos, Campos pregou mais investimento nas áreas de saúde, educação, ciência e tecnologia, "não só no discurso". Ele também condenou a centralização dos recursos financeiros do governo federal, mas ressaltou que o problema é de ordem histórica e que não aconteceu a partir da atual gestão. Segundo ele, é preciso haver um novo pacto federativo para que municípios e Estados possam melhorar as condições do serviço público.

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