Campos defende adiar votação do Marco Civil da Internet para 2015

PSB/Rede tem visões divergentes sobre o tema; Marina defende aprovação integral do texto do relator, mas governador de PE considera a matéria muito séria para ser contaminada pela 'política menor'

Isadora Peron, O Estado de S. Paulo

18 de março de 2014 | 17h20

São Paulo - O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), pré-candidato à Presidência, defendeu nesta terça-feira, 18, que a votação do Marco Civil da Internet seja adiado para o ano que vem. Segundo ele, o embate político entre o governo e a base aliada pode prejudicar a discussão do projeto no Congresso.

"Talvez seja melhor não submeter o debate do Marco Civil a um ambiente contaminado pela política menor. O Marco Civil é algo tão sério, tão relevante, que precisa ser discutido num ambiente em que a gente veja a real dimensão que ele tem", disse o governador, após participar de um evento promovido pela revista Carta Capital, em São Paulo.

Segundo Campos, o projeto precisa ser melhor analisado e não votado às pressas apenas para que o País possa apresentar uma nova legislação na conferência internacional que será realizada em abril, na qual será discutida um marco civil global da internet.

A aprovação do projeto, cujo relator é o deputado Alessandro Molon (PT-RJ), divide os aliados de Campos. A Rede, da ex-ministra Marina Silva, defende que a aprovação do projeto do jeito que está. Já o PSB mudou seu entendimento de um mês atrás e agora não é mais a favor de todo o texto. Para solucionar a divergência, o líder do PSB, Beto Albuquerque, deverá liberar a bancada para que cada deputado vote como quiser.

Na semana passada, o governo pediu que o projeto fosse retirado da pauta, temendo ser derrotado pelo chamado "blocão", mas agora passou a defender que ele seja votado na quarta-feira, 19. O governo analisa rever sua posição sobre a exigência de que os bancos de dados fiquem em território nacional, ponto de divergência com os parlamentares descontentes liderados pelo PMDB.

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