Campos: aliança não anula diferenças entre PSB e Rede

A nota enviada anteriormente contém uma incorreção. Segundo Eduardo Campos, a aliança do PSB com a Rede não anula as diferenças entre as siglas. Segue o texto corrigido:

ANGELA LACERDA, Agência Estado

07 de outubro de 2013 | 20h18

O governador Eduardo Campos, presidente nacional do PSB, afirmou nesta segunda-feira, 07, em Recife (PE), que a aliança do seu partido com a Rede Sustentabilidade não pretende anular nem desconhecer as diferenças entre eles - a exemplo do casamento gay e legalização do aborto, desaprovados pela ex-senadora Marina Silva. "O objetivo maior é reforçar o que nos identifica: o desejo de construir uma nova política no Brasil".

Diante da curiosidade dos repórteres sobre como se deu a costura da aliança, ele reagiu bem-humorado: "Querem quem eu ''vaze'' oficialmente? Essas coisas um dia vão ser contadas".

O governador disse não ter falado com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a aliança. Tentou falar com ele antes do anúncio, no sábado, mas não conseguiu e não o procurou no domingo, 06. Também não comentou a crítica do ex-ministro e ex-socialista Ciro Gomes, para quem Campos e Marina "são dois zeros".

Ele destacou que "no fundamental" PSB e Rede estão de acordo. "O Brasil merece ter uma opção que resgate a esperança, a leveza na política, o compromisso com o povo, a excelência da gestão, da participação popular, dos valores da ética, da sustentabilidade que é sem sombra de dúvida uma releitura do socialismo e é o que vamos fazer com muita tranquilidade".

Campos reiterou que a aliança selada entre PSB e Rede no sábado, 05, em Brasília, teve participação direta de Marina. "Essa construção só é possível porque Marina teve um gesto de grande largueza política, de grande compreensão", observou.

Para o presidenciável, Marina reagiu "de maneira extraordinária" ao que "aos olhos da política tradicional poderia ser um golpe fatal" - a impossibilidade de registro da Rede Sustentabilidade. "Ela viu ao longe, viu um movimento que a política tradicional não enxergava e construiu o mais forte ato político dos últimos anos da política brasileira que vai ter grande reflexo sobre 2014".

"Agora é hora de termos PSB e Rede, Eduardo e Marina, muita responsabilidade para cuidar desse encontro, para seguir mostrando o conteúdo que esse encontro representa, para pensar e ouvir o Brasil, para que a gente possa em 2014 fazer com que o Brasil viva um debate democrático em torno de projeto e de valores", disse.

Na entrevista, concedida sob uma mangueira na área externa do Hospital do Câncer, ele se disse "muito tocado pela expressão de alegria das pessoas" que encontra nas ruas, que vê nas mensagens nas redes sociais e nos telefonemas que recebe. "Há um novo ânimo para fazer política no Brasil". Também reiterou a afinidade entre ele e Marina, que possuem muitos amigos em comum e conviveram quando ministros do presidente Lula, tratando de vários temas.

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