Campo Grande arma esquema contra compra de votos

Segundo o TRE-MS, em média cinco casos são denunciados por dia

João Naves de Oliveira, Especial para O Estado de S.Paulo,

27 de outubro de 2012 | 15h46

CAMPO GRANDE - Denúncias e casos confirmados de venda de votos em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, não deram folga para juízes eleitorais, promotores de justiça e a Polícia Federal, neste sábado, 27. A punição para o crime, pode ser de até 4 anos de prisão, mas não está intimidando os cabos eleitorais que estão propondo inclusive as aquisições na base do fiado, pagando quantias que vão de R$ 50 a R$ 250. O valores são pagos apenas caso o candidato seja vencedor no segundo turno para prefeito de Campo Grande.

Segundo o TRE-MS, em média cinco casos, incluindo os "fiados", são atendidos por dia. As ocorrências são entregues para o Ministério Público Eleitoral para as devidas providências. As prisões começarão a ser efetuadas a partir deste domingo, 28, e ,para tanto, a PF montou esquema especial, centralizando no prédio da superintendência, inclusive o chamado "cadeião", para onde serão encaminhados os acusados. Um oficial de Justiça e dois policias federais estão circulando na cidade para atender os denunciantes.

Até o juiz da 35ª zona eleitoral, Flávio Saad Peron, percorre os bairros para garantir uma eleição limpa. Ele alerta que "de acordo com o artigo 299 do Código Eleitoral, além da compra e venda de votos, também oferecer ou receber vantagens como gasolina, cesta básica ou qualquer outra coisa que se enquadra comprovadamente neste artigo, tem pena de até quatro anos de reclusão e multa".

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.