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Campinas investiga suspeita de febre maculosa

O primeiro caso suspeito de morte por febre maculosa em Campinas está sendo investigado pela Secretaria Municipal de Saúde. A vítima, um aposentado de 59 anos, morador do Jardim Santa Eudóxia, apresentou os sintomas da doença. A morte ocorreu na quinta-feira passada, um dia depois de o aposentado ter sido internado no Hospital das Clínicas (HC) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).O hospital encaminhou exames do aposentado para análise no Instituto Adolfo Lutz e o resultado deve ser divulgado em 30 dias. O homem deu entrada no HC em estado grave e ficou isolado na enfermaria de doenças infecciosas. De acordo com a família, uma semana antes a vítima foi atacada por carrapatos em uma pescaria no Rio Atibaia. Também será investigada a hipótese de a morte ter sido provocada por leptospirose.A região de Campinas concentra 80% dos casos de febre maculosa do Estado. Dos 48 casos e 22 mortes confirmadas em São Paulo entre 1996 e 2002, 38 doentes e 19 mortes foram registrados na região de Campinas. Somente na cidade ocorreram 14 casos e cinco mortes entre 1995 e 2002.No ano passado, a Secretaria de Saúde de Campinas registrou 104 casos suspeitos de febre maculosa, sendo três confirmados, com uma morte. O caso do aposentado é a primeira suspeita registrada este ano na cidade. Em Piracicaba, a Vigilância Epidemiológica confirmou um morte em 2002, de uma criança de 6 anos. Segundo a Superintendência de Controle de Endemias de São Paulo, 47% das contaminações resultam em morte. O tratamento, com antibióticos, depende do diagnóstico precoce. Depois da picada, a febre maculosa pode demorar de dois a 14 dias para se manifestar. A doença é causada por uma bactéria transmitida pelo carrapato-estrela. Os sintomas, semelhantes aos da dengue e da leptospirose, são febre alta, manchas avermelhadas, dor de cabeça e dores no corpo. Há casos em que os doentes apresentam hemorragias.

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