Campinas estoura orçamento do combate à dengue

O município de Campinas gastou R$ 800 mil, além do orçamento, nas ações de combate à dengue, neste ano. Esta semana foram contratados, em caráter de urgência, 65 novos agentes de saúde para trabalhar com atividades de prevenção e orientação. Com os novos contratados, já são 500 agentes atuando diretamente para controlar a epidemia deste ano, que vitimou 697 pessoas, conforme números divulgados pela Secretaria. O secretário de Saúde, Gastão Wagner de Souza Campos, lembrou que no ano passado foram mobilizados 120 agentes nas ações de combate à dengue, menos de um quarto da quantidade necessária neste ano. De acordo com o secretário, o orçamento de Saúde previsto para 2002 é de R$ 170 milhões, sendo R$ 68 milhões provenientes do Sistema Único de Saúde e R$ 102 milhões, de verbas municipais.Campos acrescentou que os recursos gastos com a dengue terão de ser remanejados de outra área. Ele explicou que solicitou ao governo estadual o valor referente à metade dos gastos com a dengue este ano, R$ 400 mil, para evitar que outros setores da Saúde sejam penalizados. A epidemia evoluiu muito em Campinas, comparada com o ano passado, quando 483 casos foram confirmados na cidade, reconheceu o secretário: "É preocupante, mas está sob controle". Segundo ele, 70% das pessoas contaminadas moram na região sul, em uma área carente de infra-estrutura, o que propiciou a proliferação da doença. "No resto da cidade tivemos perto de 200 doentes, o que para Campinas estaria ótimo", disse.Para tentar conter o avanço da dengue, a Secretaria de Saúde está promovendo atividades diárias, como remoção de criadouros, orientação aos moradores e aplicação de inseticida nos casos mais graves, para matar o mosquito adulto. Na próxima semana haverá nebulização em cinco bairros, nas regiões sul, sudeste e noroeste. A aplicação é feita no interior das casas. Os moradores são avisados um dia antes por agentes de saúde, que os visitam e orientam sobre como proceder durante a aplicação do inseticida. O produto químico pode ser nocivo à saúde, se não forem adotados os procedimentos corretos.

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