Campinas atinge 300 casos de dengue em 2002

Campinas tem 300 casos de dengue confirmados na cidade este ano, segundo o mais recente relatório do Instituto Adolfo Lutz, divulgado ontem. São 75 novos casos desde a divulgação do relatório anterior, na sexta-feira, pela Direção Regional de Saúde (DIR). Dos 300 casos, 216 foram contraídos no município (autóctones), 61 são importados e 23 estão em investigação Quase metade dos doentes mora no Jardim Campo Belo, onde há maior incidência da dengue em Campinas. O bairro não tem água encanada e o líquido é estocado em tambores, o que propicia a proliferação do mosquito e o aumento do número de vítimas. A Coordenadoria de Vigilância e Saúde Ambiental (Covisa) teme que a epidemia do Campo Belo se espalhe pelos bairros vizinhos. Há dois casos de dengue hemorrágica confirmados em Campinas e um em investigação. Um quarto caso que estava sendo investigado foi descartado. Os pacientes foram tratados e passam bem. Em Cordeirópolis, uma professora morreu ao contrair a versão mais agressiva da doença. A DIR de Piracicaba, que inclui Cordeirópolis, informou que o caso ainda está sendo estudado. A Secretaria de Saúde de Campinas registrou 384 ocorrências da doença na cidade desde 24 de novembro do ano passado, na chamada Epidemia Verão, dos quais 294 são autóctones, 67 importados e 23 em investigação. Hoje, a prefeita Izalene Tiene e o secretário municipal de Saúde, Gastão Wagner de Sousa Campos, lançam a Campanha de Eliminação dos Ovos da Dengue, desencadeada pela Comissão Regional da Dengue, em parceria com a DIR.A Campanha, que irá atingir 25 municípios da Regional de Saúde, pretende estimular os moradores a colaborar, eliminando criadouros caseiros. Além da participação da comunidade, a Covisa destaca a importância do diagnóstico precoce da doença, para evitar vítimas fatais, principalmente no caso de dengue hemorrágica.

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