Campanhas fazem denúncias recíprocas em Porto Alegre

As campanhas dos candidatos à prefeitura de Porto Alegre, José Fogaça (PPS) e Raul Pont (PT), fizeram denúncias recíprocas ao longo do dia de irregularidades na votação na capital gaúcha. As principais foram boca-de-urna, transporte ilegal de eleitores e voto fantasma - casos em que um eleitor vota com o documento de outro.O advogado da coligação PPS-PTB, Décio Itiberê Gomes de Oliveira, estimou em cerca de 50 as ocorrências identificadas pela campanha de Fogaça. Já o advogado da Frente Popular, Jorge Garcia, disse que foram feitos dezenas de protestos durante o dia.A Frente Popular divulgou que foram denunciados e conduzidos pela Brigada Militar ao plantão da Justiça Eleitoral, no Fórum Central de Porto Alegre, cinco ônibus com dezenas de pessoas e três caminhões com material de propaganda de Fogaça. Conforme o plantão eleitoral, foram realizadas 13 audiências envolvendo 28 pessoas até o final da tarde, relacionadas a diversas denúncias. O mais grave, segundo o advogado da Frente Popular, foi o fato de um fiscal ter visto um eleitor sair sem assinar a ata no Colégio Anchieta, na zona leste da capital.Este tipo de denúncia sobre eleitores fantasmas, conforme Itiberê, já havia aparecido em Caxias do Sul, na disputa para o governo gaúcho em 2002. Garcia lembrou que a lei obriga o mesário a conferir a assinatura do eleitor, mas isso dificilmente ocorre. Ele sugeriu que a coligação de Fogaça tenha a mesma preocupação, porque na realidade não se sabe em quem aqueles eleitores votaram.

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