Campanhas de Serra e Haddad trocam ataques no rádio

O candidato do PSDB a prefeito de São Paulo, José Serra, usou seu programa de rádio da manhã desta quarta-feira para fazer ataques ao adversário petista, Fernando Haddad, com quem, no atual cenário, disputa uma vaga em um eventual segundo turno. Os dois estão tecnicamente empatados em segundo lugar nas pesquisas mais recentes, lideradas por Celso Russomanno, do PRB. O programa de Haddad também teve como alvo Serra e a senadora e ex-prefeita Marta Suplicy é quem foi responsável pelas críticas.

GUILHERME WALTENBERG, Agência Estado

12 de setembro de 2012 | 09h14

Logo na abertura do programa tucano, um narrador perguntou: "Você já viu o tanto de promessa sem pé nem cabeça que tem aparecido nesta eleição?". Em seguida, foi tocada uma música citando a proposta do candidato petista de criar um Bilhete Único mensal para os usuários de transporte público da Capital.

"Esse papo do bilhete que não vale para o metrô nem pro trem. Está errado, está errado. É do Haddad. Parece prova do Enem", disse a letra, em referência aos vazamentos de resultados das provas do Exame Nacional do Ensino Médio em 2009 e 2011, quando Haddad era ministro da Educação.

De acordo com pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira, Serra e Haddad continuam empatados tecnicamente, após o tucano oscilar um ponto para baixo e ficar com 20% das intenções de voto. Haddad oscilou um ponto para cima e aparece com 17%. O líder, Russomanno, caiu três pontos e passou de 35% para 32%, mantendo larga vantagem sobre os adversários.

No programa petista, Haddad teve a colaboração de Marta Suplicy para criticar o tucano. "Olha, quando eu fui prefeita construí mais moradias em quatro anos do que o Serra e o Kassab (atual prefeito, Gilberto Kassab, PSD) entregaram em oito anos. Por isso eu sei que é possível fazer mais", disse Marta.

Russomanno não desferiu ataques a nenhum adversário e também focou sua apresentação na habitação, com o candidato dizendo que ter uma casa é a "principal realização" de uma família.

Gabriel Chalita (PMDB) voltou a apresentar seu projeto de construir o "Expresso Zona Leste", um sistema de ônibus que ligaria a zona leste ao centro sem paradas, ressaltando ser uma proposta viável. "Não é o Fura-Fila", enfatizou o candidato, em referência ao projeto do ex-prefeito Celso Pitta (1997-2000).

Soninha Francine (PPS) relatou a dificuldade em conseguir abrir um negócio em São Paulo. Paulinho da Força (PDT) apresentou sua proposta de descentralizar a administração da cidade, dando mais autonomia às subprefeituras. Carlos Giannazi (PSOL) criticou o sistema de saúde no município, dizendo que o atendimento foi privatizado.

Eymael (PSDC) mudou a versão de seu jingle, que, pela primeira vez nesta campanha, foi cantado por uma voz feminina. O programa de Ana Luiza (PSTU) teve música pedindo votos. Anaí Caproni (PCO) usou o jargão "quem bate cartão não vota em patrão" pela primeira vez nestas eleições. Levy Fidelix (PRTB) garantiu que, caso eleito, acabará "em definitivo" com os problemas de trânsito na cidade e Miguel Manso (PPL) prometeu mudanças na educação.

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