Campanha usa clima bélico para tachar tucano de 'machista'

BASTIDORES: Débora Bergamasco e Vera Rosa

O Estado de S.Paulo

18 de outubro de 2014 | 02h00

A campanha da presidente Dilma Rousseff (PT) à reeleição vai tentar fazer do limão uma limonada, aproveitando o mal-estar da candidata, registrado ao vivo após o debate de quinta-feira, no SBT, para carimbar o adversário - o presidenciável do PSDB, Aécio Neves - como "machista". O comitê da reeleição quer "vender" a ideia de que Dilma só ficou naquele estado porque o tucano foi agressivo com ela.

Aécio, porém, continuará imprimindo um tom duro nas cobranças feitas à presidente para demonstrar indignação com o que o PSDB chama de "falta de limites" do PT. Apoiado por resultados de pesquisas qualitativas, o candidato insistirá, nos dois últimos debates, que falta "indignação" à presidente quando o assunto é corrupção na Petrobrás, tema que atinge tanto o PT como o PSDB.

O tucano tem dito que com ele não vai funcionar a estratégia da desconstrução usada pelo PT contra o então candidato do PSB Eduardo Campos, morto em acidente aéreo, e, depois, contra Marina Silva. "Você fez com Eduardo, fez com Marina, mas comigo não", repetirá ele nos próximos confrontos com Dilma.

Embora tanto a equipe de Dilma como a de Aécio digam que só querem apresentar propostas nos debates, a pancadaria vai continuar até a eleição. O PT avalia que é preciso reforçar a desconstrução do tucano. Aécio, por sua vez, investirá na tática do "bateu, levou". No front do PT, o plano é confrontar Aécio com informações da época em que ele governou Minas Gerais - a ideia é dar mais protagonismo aos "problemas" das gestões do tucano no segundo maior colégio eleitoral do País.

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