Hélvio Romero/AE
Hélvio Romero/AE

Campanha se ganha gastando sola de sapato, diz Russomanno

Apesar de primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto, candidato afirma que vai continuar trabalhando como se estivesse em último

Ricardo Chapola - O Estado de S. Paulo,

21 de agosto de 2012 | 13h08

Novo líder nas pesquisas de intenção de voto, segundo a pesquisa Datafolha, divulgada na última segunda-feira, o candidato do PRB à Prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno, comemorou nesta terça-feira, 21, o resultado, mas disse que continuará trabalhando como "se estivesse em último lugar". Para o ex-deputado, "campanha se ganha gastando sola de sapato".

O levantamento aponta Russomanno com 31%, contra 27% de José Serra (PSDB), ambos tecnicamente empatados. Fernando Haddad (PT) vem em terceiro, com 8%, seguido por Gabriel Chalita (PMDB), com 6%. Soninha Francine (PPS) e Paulinho da Força (PDT) têm 5% e 4% respectivamente.

"Recebemos esta pesquisa como se estivéssemos em último lugar. Com humildade, sem euforia. Vamos continuar trabalhando, ouvindo as pessoas. É o que estamos fazendo: traduzindo o que as pessoas falam para gente nas ruas. Campanha se ganha gastando sola de sapato", disse Russomanno em evento de inauguração de seu novo QG, próximo à Avenida Paulista. O comitê é formado por 4 blocos e foi alugado por cerca de R$ 255 mil, de acordo com o tesoureiro da campanha, o presidente municipal do partido, Aildo Rodrigues.

Russomanno descartou hipóteses de mudar a estratégia de não atacar seus adversários. Mesmo que vire alvo agora que assumiu a ponta das pesquisas, o candidato afirmou que apenas revidará quando for para se defender de eventuais ataques. Disse também que está tranquilo com o início do programa eleitoral. Russomanno terá 2m12s do tempo, enquanto Serra e Haddad, 7m39s.

Ao lado da esposa, Lovani, grávida de oito meses, e do seu vice, Luiz Flávio D'Urso, Russomanno rebateu com bom humor as análises de cientistas políticos de que com o início da propaganda eleitoral, sua candidatura vai desidratar. "Eu estou mais magro de tanto andar nas ruas. Essa é a única desidratação que acredito. O resto (do que disseram) eu ouvi e o resultado foi diferente do que todos os analistas disseram."

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