Campanha quer evitar intolerância étnica

A discriminação aos povos palestinos, surgida principalmente nos Estados Unidos após o ataque terrorista em Nova York e Washington, levou o governo a pensar em lançar uma campanha pela tolerância no País. A campanha, que está em fase de detalhamento e deverá ser veiculada em emissoras de televisão na terceira semana de outubro, está sendo preparada pela Secretaria Nacional de Direitos Humanos do Ministério da Justiça."O objetivo da campanha é promover o diálogo e promover a tolerância entre os povos", afirmou o chefe de gabinete da Secretaria de Direitos Humanos, conselheiro Marcos Pintagama. "É preciso não deixar que o germe da intolerância prospere, e isso só se faz com reflexão e conversa", observou o conselheiro, que faz questão de ressaltar que este não é um sentimento que tenha tomado conta do Brasil, a exemplo do que ocorreu em vários países.Segundo Pintagama, o público alvo da campanha será o jovem, com busca de participação de todos os segmentos da sociedade - escolas, organizações não governamentais, sindicatos e diversas entidades. O governo quer promover um amplo debate, durante uma semana, quando o filme deverá estar sendo transmitido. O debate, na avaliação da secretaria de direitos humanos, é importante para que o País não seja contaminado pelo acirramento entre povos, raças e até religiões. Ao apelar pela tolerância, o governo quer aproveitar esse momento de discussão, para prevenir eventuais recrudescimentos da xenofobia do Brasil. Com isso, o governo brasileiro quer que a população continue a ter esse sentimento de conviver com o diferente, sem discriminá-lo. O fato de um brasileiro, o paulista Hermes Barbosa de Lima, ter sido confundido com um árabe em Nova York e ter levado uma surra pode ser um ponto de partida para discussão do tema nas escolas, na avaliação de técnicos da secretaria de direitos humanos.

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