Campanha oficial de Dilma começará por Porto Alegre

No primeiro dia de campanha eleitoral autorizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff, vai tentar reduzir a vantagem que o tucano José Serra tem sobre ela no Rio Grande do Sul. De acordo com a mais recente pesquisa do Datafolha, entre maio e junho Serra ganhou 12 pontos na região Sul e Dilma caiu 3.

JOÃO DOMINGOS, Agência Estado

05 Julho 2010 | 20h12

É em Porto Alegre que Dilma tem seu domicílio eleitoral e foi lá que ela começou a atuar na vida pública, como secretária dos governos de Alceu Colares (PDT) e de Olívio Dutra (PT). Por isso, o comando de sua campanha escolheu o Rio Grande do Sul para Dilma dar início à campanha. No primeiro dia, ela vai concentrar seus esforços em Porto Alegre, onde fará caminhadas pelo Centro da cidade.

Depois de passar o dia no Rio Grande do Sul, Dilma vai se deslocar para São Paulo e Rio de Janeiro, onde fica até o fim de semana. Os três Estados alvos de sua campanha nesta semana têm 49,5 milhões de eleitores (cerca de 39,1% do eleitorado).

Na quarta-feira, Dilma fará caminhada pelo Centro de São Paulo. Ela pretende ir também à Favela de Heliópolis. À noite, deve seguir para São José do Rio Preto. Na quinta-feira visitará Bauru. Na sexta, no Rio de Janeiro, também deverá fazer caminhadas pelo Centro.

As atividades de Dilma Rousseff nos primeiros dias do prazo autorizado para a campanha eleitoral visam a, principalmente, produzir cenas para os programas de televisão da candidata. Como a propaganda na TV - e no rádio - só começará no dia 17 de agosto, e ela tem 10 minutos e 26 segundos a cada bloco de 25 minutos destinado aos candidatos a presidente, os organizadores da campanha de Dilma concluíram que será necessária a produção de muito material externo para preencher o tempo de propaganda da candidata.

Às caminhadas e comícios que virão até o dia 17 de agosto, Dilma vai juntar também as imagens produzidas na Europa no mês passado, quando se encontrou com os presidentes da França, Nicolas Sarkozy, e da União Europeia, Durão Barroso, e com os primeiros-ministros da Espanha, José Luís Zapatero, e de Portugal, José Sócrates.

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