Campanha nega irregularidade em contratação de Aécio

A campanha de Aécio Neves (PSDB) à Presidência da República enviou na noite desta terça-feira, 14, nota à imprensa refutando informações divulgadas pela campanha de Dilma Rousseff (PT) sobre o candidato. No texto, a Coligação Muda Brasil afirma que Aécio começou a trabalhar na Câmara dos Deputados em janeiro de 1980, e não em 1977, como consta no registro da Casa, e que não havia "nenhuma irregularidade" no fato de ele estudar no Rio de Janeiro e trabalhar para o gabinete do deputado Aécio Cunha.

Estadão Conteúdo

14 Outubro 2014 | 21h53

Sem mencionar que Cunha é pai do presidenciável, a nota informa que Aécio cuidava da agenda do deputado. "Apenas com a edição do Ato da Mesa número 58, de 2010, os ocupantes de cargos na Câmara passaram a ter que atuar obrigatoriamente em Brasília ou no Estado de representação do deputado", diz o texto, que também informa que a Coligação pedirá à Câmara para corrigir a data de início de Aécio no cargo.

A página oficial do site da presidente Dilma Rousseff no Facebook, administrada pelo Partido dos Trabalhadores (PT), comparou, nesta terça-feira, as trajetórias de Dilma e Aécio. "Dos 17 aos 21 anos, a hoje presidenta Dilma Rousseff resistiu à ditadura militar. Foi presa e torturada pelo governo, que contava com o apoio do deputado Aécio Cunha, da Arena, pai do candidato Aécio Neves", diz a publicação, intitulada "Vidas Cruzadas". "Já Aécio, dos 17 aos 21 anos, foi lotado como secretário parlamentar na Câmara dos Deputados, sem concurso, mesmo morando no Rio, onde frequentava praias, festas e escolas da elite."

A publicação foi acompanhada de uma foto de Dilma, jovem, com a legenda "na labuta"; a legenda da foto de Aécio é "na mamata".

Salário mínimo

Na nota, a Coligação Muda Brasil também criticou outra postagem de Dilma Rousseff no Facebook em que a presidente afirma que o PSDB foi ao Supremo Tribunal Federal contra a política de reajuste do salário mínimo proposta pela presidente.

"A verdade é que os partidos de oposição buscaram na Justiça a derrubada de outro artigo da lei: o que dá ao governo poder de fixar o mínimo por decreto. E o fizeram para garantir que os reajustes continuassem a ser votados pelo Congresso todos os anos", afirmou o texto. "Vale lembrar que, tradicionalmente, o Congresso, como representante da sociedade, conseguiu fazer com que os governos dessem reajustes maiores ao salário mínimo. Algo que a lei de Dilma impediu."

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