'Campanha mesmo vai começar depois da Copa do Mundo', diz Serra

Pré-candidato do PSDB à Presidência minimizou a queda registrada por ele nas duas últimas pesquisas de intenção de voto

Carmen Pompeu - Especial para O Estado de S.Paulo

18 Maio 2010 | 10h23

FORTALEZA - O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, minimizou a queda registrada por ele nas duas últimas pesquisas de intenção de voto divulgadas nos últimos dias. Em entrevista, na manhã desta terça-feira, 18, ao radialista Paulo Oliveira, da Rádio Verdes Mares AM, de Fortaleza, Serra disse que a campanha vai começar mesmo somente depois da Copa do Mundo. "Pesquisa vai e vem. Já teve. Vai e volta. Vai e volta. É variável. A campanha mesmo vai começar depois da Copa do Mundo. E eu estive praticamente à frente sempre. Agora deu empate. Mas logo vai desempatar", afirmou o tucano.

 

De acordo com Serra, "a pesquisa que importa é a pesquisa da urna, do voto". Ele fez questão de lembrar que Lula não é mais candidato e que as pessoas precisam escolher o próximo presidente com vistas a quem pode tocar o Brasil e fazer com que o País melhore. "A partir do ano que vem o Lula não vai ser mais presidente da República. O Brasil vai ser entregue, o seu destino maior, a um presidente eleito. E ninguém governa por ninguém", disse Serra.

 

Ainda durante a entrevista, o pré-candidato tucano prometeu dar continuidade às obras iniciadas por Lula no Nordeste, como a Ferrovia Transnordestina, a Transposição do Rio São Francisco e a Siderúrgica do Porto de Pecém (CE). Antes, ressaltou que esses projetos foram apenas iniciados e que quem vai fazê-los é o próximo presidente. Prometeu também dar continuidade ao Bolsa Família e lembrou que o programa surgiu a partir de uma ideia de Ruth Cardoso, mulher do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, falecida em 2008.

 

A entrevista foi aberta com a música Serra da Boa Esperança, de Lamartine Babo. O entrevistado agradeceu a homenagem, dizendo que "isso daí melhora o humor de qualquer um". Em seguida, o locutor leu uma pequena biografia na qual Serra foi apresentado como filho de feirante em São Paulo, militante estudantil e exilado político por conta da ditadura militar de 1964. Depois, o próprio Serra citou trechos do discurso realizado em Brasília, quando assumiu a pré-candidatura a presidente pelo PSDB.

 

De olho no eleitorado do deputado Ciro Gomes, cuja candidatura a presidente foi descartada pelo PSB, Serra disse que o considera "um homem honesto, batalhador e com muito espírito de luta". Sem entrar em detalhes, Serra afirmou que a divergência política que os separa "acabou acontecendo ao longo dos anos". "Eu pessoalmente não tenho nada contra a pessoa do Ciro", disse.

 

Serra está no Ceará desde a última segunda-feira, 17. Foi ao Cariri, onde visitou a estátua de Padre Cícero, em Juazeiro do Norte; recebeu uma homenagem em Barbalha; e participou de encontro com a militância tucano na cidade de Crato. Por volta da uma e meia da madrugada desta terça-feira, 18, já em Fortaleza, gravou entrevista para o grupo de comunicação cearense, O Povo.

 

Pela manhã, visitou a Rádio Verdes Mares, onde foi entrevistado ao vivo por pouco mais de meia hora. Ao meio dia, participa de almoço para convidados do Grupo O Povo. E à tarde, visita o Porto de Pecém e encerra a visita ao Estado, proferindo palestra para jovens militantes do PSDB, no Hotel Marina Park, em Fortaleza.

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