Campanha marcada por reviravolta tem peemedebista favorito

Candidato de aliança que há 12 anos está no poder em Porto Alegre Sebastião Melo tenta se desvincular de líderes do seu partido

GABRIELA LARA, CORRESPONDENTE, O Estado de S.Paulo

02 de outubro de 2016 | 05h00

A disputa pela prefeitura de Porto Alegre, neste ano, foi marcada por uma reviravolta. Luciana Genro (PSOL), que concorreu à Presidência em 2014, liderava as intenções de voto em agosto, mas caiu nas pesquisas e chega hoje esperando uma nova virada para chegar ao segundo turno.

As pesquisas de intenção de voto mostram o atual vice-prefeito, Sebastião Melo (PMDB), à frente, com três candidatos no páreo tentando conquistar a outra vaga para um provável segundo turno. Além de Luciana, que aparece com 14% das intenções de votos válidos, segundo levantamento do Ibope divulgado na sexta-feira, o ex-prefeito Raul Pont (PT), com 19%, e o deputado federal Nelson Marchezan Junior (PSDB), com 21%, brigam para avançar na disputa. Melo tem 31%.

Representante de uma aliança (entre PMDB e PDT), no poder na cidade há 12 anos, o peemedebista foi quem mais cresceu na disputa e também o principal alvo dos adversários. Na campanha, Melo evitou vincular sua imagem à do presidente Michel Temer e do governador José Ivo Sartori – ambos do seu partido.

Enquanto a candidata do PSOL corre por fora, Marchezan e Pont, mais próximos de Melo nas pesquisas, travam um duelo particular. A estratégia do petista foi vincular seus rivais que apoiam o governo federal à agenda de Temer. Já o tucano usou como principal tema de campanha a segurança. O Rio Grande do Sul atravessa uma crise na área, com o aumento dos casos de violência. 

 

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