Campanha do teste do pezinho nos bebês cresce no País

A campanha do teste do pezinho em bebês em maternidades está se ampliando no País, segundo um balanço do médico Antonio Carlos Nascimento, doutor em endocrinologia pela Faculdade e Medicina da Universidade de São Paulo. Este teste, que agora conta com o apoio do empresário Antonio Ermírio de Moraes, que também é presidente do Hospital Beneficência Portuguesa, busca neste ano, mais divulgação. Através deste teste, pode-se evitar que crianças sofram de retardo mental e outras doenças. Ermírio entende que é preciso que o governo também participe da campanha, para salvar muitas crianças de problemas futuros.O médico Antonio Carlos do Nascimento, criador da campanha - que tem até divulgação gratuita de filmes de esclarecimento na Rede Globo - procura mais apoio para ajudar na popularização do teste do pezinho, e já conta com a colaboração da Pastoral da Criança sob a liderança de Dona Zilda Arns, da APAE - São Paulo, APAE-Rio de Janeiro; e de várias outras organizações voluntárias. E como resultado deste esforço coletivo, "o ano de 2002 encerrou-se com a descoberta de que o numero de testes subiu de maneira importante. Muito mais gente sabe agora da importância do teste", disse o médico. Ele quer engajar o governador Geraldo Alckmin na campanha, que é médico e ?pode ajudar muito, como creio que ajudará na ampliação e divulgação do teste no Estado de São Paulo".Antonio Ermírio é favorável à conscientização do maior número possível de pessoas, e que ela seja feita em toda a rede de hospitais que atendem ao Serviço Unificado de Saúde (SUS). "Isso permitiria que mais pessoas fossem atendidas e suas crianças salvas", explicou.Quarenta doençasO médico Antonio Carlos do Nascimento, é o idealizador da campanha de conscientização do teste que ?é realizado a partir de amostra do sangue retirado do calcanhar do recém nascido, e pode mostrar em sua versão mais complexa, perto de quarenta doenças. Porém, na rede pública, o teste é direcionado para o diagnóstico de quatro doenças, que incluem hipotiroidismo congênito e fenilcetonúria.Segundo ele, o hipotiroidismo congênito e a fenilcetonúria podem levar ao retardo mental irreversível, mas podem ser tratados se forem diagnosticados a tempo. O prazo de três a seis semanas, sem tratamento adequado, pode levar a criança a ter danos irreversíveis. Este teste deve ser realizado após as primeiras 48 horas de vida, preferencialmente no quinto dia, disse o médico.A campanha de conscientização da importância do teste do pezinho pretende fazer com que toda da população de nascidos vivos, a partir de agora, seja avaliada. ?E que em um tempo curto não tenhamos uma só criança com retardo mental irreversível causado por uma destas duas doenças?, diz. Segundo o médico, o cidadão consciente do direito que seus filhos ao teste, bem como sobre a gravidade das doenças que podem ser detectadas por este exame, passará a exigí-lo, e a cobrar mais eficiência", concluiu.

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