Campanha do DEM reforça o número 25

Kassab bate em Marta e ignora Alckmin ao citar governadores tucanos como suas ?referências?

Ricardo Brandt, O Estadao de S.Paulo

27 de setembro de 2008 | 00h00

A campanha de reeleição do prefeito Gilberto Kassab (DEM) reforçou na reta final as propagandas com o número do partido, o 25. A estratégia, preparada pelo marqueteiro Luiz Gonzalez, é fixar a referência numérica na cabeça do eleitor, em uma cidade em que historicamente a marca do DEM não fez parte das disputas majoritárias.Segundo a coordenação da campanha, como a disputa em São Paulo sempre fica polarizada entre 45 (PSDB) e 13 (PT), é necessário um trabalho específico em torno do 25.São pelo menos quatro jingles específicos indo ao ar desde o início da semana. As assinaturas de músicas dos comerciais foram adequadas ao número, e terminam sempre com "agora São Paulo já sabe, Kassab é 25, 25 é Kassab". Além das peças com a música Sorria, Sorria, de Evaldo Braga, que enfatiza a marca do DEM. Foram produzidos ainda faixas, placas e adesivos destacando a referência numérica.O temor da coordenação de campanha é que, depois de conseguir associar a imagem e o nome do prefeito à boa aprovação na prefeitura, ocorram problemas de perda de votos no dia da eleição, por causa do desconhecimento do eleitor em relação ao número do DEM.Pesquisas internas do partido indicam que a primeira fase da disputa, que tinha como meta tornar a figura de Kassab conhecida na cidade, foi bem-sucedida. Para eles, na reta final, naturalmente seria necessário trabalhar o 25 como número do candidato. Um dos novos jingles, inclusive, ressalta o 25 como realizador das promessas ("com 25 tem mais 3 hospitais, 25 quando diz, 25 faz").Embalado pela rota de crescimento nas pesquisas, a campanha de Kassab adotou a defensiva em relação aos ataques do PSDB, de Geraldo Alckmin, focando a briga com a ex-prefeita Marta Suplicy (PT). Nos próximos dias, a ordem é não cometer deslizes e manter a linha adotada até o momento.Ontem, a pouco mais de uma semana da eleição, ele elevou o tom das críticas contra Marta, com quem tenta ir para o segundo turno, e mais uma vez tentou colar sua imagem ao tucanato, ignorando Alckmin ao citar líderes do PSDB como "referências" em sua vida pública.VISTORIAApós uma agenda como candidato logo cedo, Kassab foi até o galpão de distribuição de medicamentos da prefeitura para uma vistoria ao lado do secretário da Saúde, o tucano Januário Montone. E aproveitou a vista para disparar contra o PT: "Nós encontramos o caos na saúde, todos sabem." Segundo o prefeito, Marta "não fez nada" pelo setor em São Paulo.Indagado sobre as afirmações da ex-prefeita de que gestão petista foi autora do programa Remédio em Casa - implantado no atual governo -, ele ironizou a adversária. "Eu não quero copiar nada do que ela fez, não, pelo amor de Deus. Se tem uma coisa que eu não quero é copiar o que ela fez."Como o assunto era saúde, o prefeito aproveitou para listar quem eram os homens que considera exemplos para sua carreira política e alfinetar Alckmin. Na escalação, um time de tucanos: "Quero copiar o Serra, o Fernando Henrique Cardoso, o Mário Covas, o Franco Montoro." No início da tarde, ele fez corpo-a-corpo no bairro da Vila Nova Cachoeira, zona norte.

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