Campanha de Serra define ação de secretários estaduais na corrida eleitoral

Em encontro com a presença de Alckmin e Kassab, equipe quer mostrar 'unidade' do time tucano

Bruno Boghossian, de O Estado de S. Paulo

21 de agosto de 2012 | 21h07

No momento em que José Serra (PSDB) perde terreno para Celso Russomanno (PRB) nas pesquisas de intenção de voto na corrida pela Prefeitura de São Paulo, a equipe do tucano reuniu secretários de Estado paulistas para definir os detalhes de sua entrada na campanha. O encontro - que aconteceu na noite de segunda-feira, 20, com a presença do governador Geraldo Alckmin (PSDB) e do prefeito Gilberto Kassab - foi organizado para tentar demonstrar "unidade" do time de Serra, depois que um grupo de tucanos manifestou descontentamento com o poder acumulado por Kassab na campanha.

Foi a primeira reunião da equipe que contou com a presença do secretário de Energia paulista, José Aníbal (PSDB), segundo colocado da prévia do partido, vencida por Serra. Aliados do candidato a prefeito relataram, no entanto, que ele foi uma "presença silenciosa" no evento.

Sob orientação de Alckmin, 14 secretários estaduais receberam pedidos de engajamento na campanha de Serra. Eles deverão organizar reuniões com militantes das regiões e segmentos em que atuam.

Ao menos um aliado de Serra demonstrou preocupação com o crescimento de Russomanno. O coordenador da campanha, Edson Aparecido, expôs aos líderes do PSDB uma estratégia para intensificar a campanha nas chamadas "áreas volúveis" - onde tradicionalmente não há tendência definida de vitória para o PT ou para o PSDB. Segundo os tucanos, Russomanno conquistou votos nessas regiões: bairros como Tremembé, Vila Maria, Cangaíba, Pirituba e Sacomã.

O time de Serra enviará cabos eleitorais para essas regiões e destacará, na propaganda de TV, obras realizadas nesses bairros por gestões tucanas.

A equipe de campanha afirma que a candidatura de Serra já está consolidada na região do centro expandido de São Paulo (que tradicionalmente vota em candidatos do PSDB), mas que precisa das "áreas volúveis" para vencer a disputa. Os tucanos também vão intensificar sua campanha na periferia para evitar que Russomanno capture parte da média de 20% de votos do partido.

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