Hélvio Romero/AE
Hélvio Romero/AE

Campanha de Russomanno minimiza efeito do horário eleitoral

Candidato do PRB à Prefeitura de SP terá pouco mais de dois minutos no horário eleitoral gratuito

Agência Estado

10 de agosto de 2012 | 15h07

SÃO PAULO - Empatado tecnicamente com o tucano José Serra nas pesquisas de intenção de voto, o candidato do PRB à Prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno, pretende investir numa propaganda propositiva, sem entrar em acusações ou ataques no horário eleitoral gratuito. Com apenas 2min12s, o coordenador de marketing de sua campanha, Ricardo Bergamo, na contramão das campanhas adversárias, minimiza a importância do tempo na TV: "Dois minutos não é problema para quem está acostumado com a TV".

 

Há cerca de dois meses, o candidato apresentava um quadro de defesa do consumidor no programa "Balanço Geral", da TV Record. "Eles têm um recall. Ficavam na Record de manhã, à tarde, e à noite. Ele ficou meses na televisão. Agora inverte a situação", critica o coordenador da campanha tucana, Edson Aparecido, para quem a boa performance de Russomanno é apenas recall. "É fácil colocar na conta da Record. Mas ele saiu de lá e continua subindo (nas pesquisas)", rebate Bergamo.

 

Sobre o aumento das intenções de votos para Celso Russomanno - a mais recente pesquisa Ibope aponta que o candidato passou de 16% para 25% -, o coordenador do curso de Marketing Político da ESPM Victor Trujillo explica que o cenário pode ser consequência de que as pessoas já sabiam da candidatura de Russomanno. "[O eleitor] pode não ter convicção do voto ainda. Depois do início do horário eleitoral gratuito é que ele vai consolidar a opção e transformá-la em uma preferência."

 

Não foi o que ocorreu com Russomanno em 2010, quando disputou o governo de São Paulo. Naquele pleito, antes da propaganda política, ele tinha 11% das intenções de votos. Nas urnas, conseguiu metade disso, 5,5% dos votos válidos. "Não era o mesmo partido [estava no PP na época], ele não tinha a mesma estrutura, e os adversários não são os mesmos", justifica Bergamo.

 

Semiótica

 

Ao contrário de Russomanno, a campanha de Levy Fidélix (PRTB) aposta na força do horário eleitoral gratuito para crescer. Nos 54 segundos que terá nessa propaganda, a semiótica será uma das apostas. Nelson Valente, assessor de imprensa e articulador da comunicação da candidatura de Fidélix, diz que irá trabalhar mais com as imagens. "Não adianta você ter muito tempo e não saber como usar. Estou trabalhando com signos, inferência", comenta Valente, lembrando as bases da semiótica. Ele adianta que o primeiro programa será uma apresentação de Fidelix e de suas principais propostas.

 

O coordenador de campanha de Paulinho da Força (PDT), Diogenes Sandim Martins, comentou que a aposta será na criatividade, para que, em 1m43s, possa deixar os projetos do candidato na memória do eleitor. "Já que não somos os maiores, temos que ser os melhores". Com a campanha no rádio e na TV, eles planejam ampliar as intenções de voto no candidato: "A última pesquisa aponta Paulinho com eleitorado de 5% cativo e cerca de 22% com possibilidade de votar nele".

 

O período de propaganda eleitoral gratuita também gera expectativa para a campanha de Soninha Francine (PPS), que concorre à Prefeitura de São Paulo pela segunda vez consecutiva. O coordenador da campanha de Soninha, Maurício Huertas, afirma que ela tem mais chances este ano, onde desponta no momento com cerca de 5% das intenções de voto. "[Trabalhamos] com possibilidade de chegar, inclusive, ao segundo turno". Por ter 1m11s, Huertas pretende utilizar o rádio e a TV como chamariz para a internet, onde irá divulgar com mais detalhes as plataformas de Soninha.

 

Nathan Lopes e Rayani Mariano dos Santos, especial para a Agência Estado 

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