Campanha de Marta vai à Justiça contra Kassab por uso de máquina

A coligação que apóia a candidaturade Marta Suplicy (PT) à prefeitura de São Paulo entrou comrepresentação na Justiça eleitoral nesta segunda-feirarequisitando investigação de uso da máquina pública peloprefeito Gilberto Kassab, candidato do DEM. "O prefeito pode perder o registro da candidatura", disseHelio Silveira, advogado da coligação, que ingressou com arepresentação na primeira zona eleitoral de São Paulo. A campanha de Marta acusa o prefeito de ter feito abuso depoder por uso de servidor público. "O prefeito, candidato àreeleição, está no exercício do cargo e não soube distinguironde termina o prefeito e onde começa o candidato", afirmouSilveira. O jornal Folha de S.Paulo revelou no domingo que Kassabenviou emails para 26 subprefeitos pedindo que tentasseminfluir na coleta de dados de pesquisa Datafolha. A mensagemfoi enviada pelo prefeito no dia 23 de julho, primeiro dos doisdias do levantamento. O resultado do Datafolha, divulgado na quinta-feira,apontou Kassab com 11 por cento, atrás de Marta (36 por cento)e Geraldo Alckmin (PSDB, 32 por cento). O prefeito admitiu ter enviado a mensagem e justificou amedida como reação ao PT que, segundo suas informações, teria aprática de tentar interferir na percepção da população sobresua gestão. "Ele tem provas? Nunca houve denúncia de alguém do PT quetenha tentado influenciar pesquisa", disse o deputado CarlosZarattini (PT-SP), coordenador da campanha de Marta. Ainda no domingo, o candidato à prefeitura de São PauloIvan Valente (PSOL) protocolou representação semelhante contraKassab (DEM). O prefeito reiterou nesta segunda-feira que seu alvo aoenviar as mensagem não foi a pesquisa. "A preocupação não é a pesquisa. A preocupação estárelacionada com ações que possam ao longo do processo eleitoralprejudicar as atividades da cidade", afirmou a jornalistas apósparticipar de um evento. Ele disse que mantém a orientação aos subprefeitos duranteos levantamentos de pesquisas para que identifiquem aquilo queé "anormal" na cidade e que tenha "má fé ou alguma açãopartidária". "Não temo que isso possa prejudicar minha campanha porquefoi algo feito com muita transparência", acrescentou. (Reportagem de Carmen Munari)

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