Campanha de Dilma pode processar Santander após informe

O comando da campanha da presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, avalia mover uma ação judicial contra o banco Santander, que enviou neste mês aos clientes de mais alta renda de sua carteira um informe no qual apontava risco de deterioração da economia brasileira em caso de reeleição da presidente.

RICARDO GALHARDO E CARLA ARAÚJO, Agência Estado

25 de julho de 2014 | 20h01

Integrantes do comitê petista dizem que a retratação pública feita pelo banco espanhol, após o caso vir à tona, aliviou a situação, mas só na segunda-feira, dia 21, será batido o martelo sobre se foi suficiente ou se o PT vai entrar com a ação na Justiça contra o Santander. O site Muda Mais, de apoio à campanha de Dilma, classificou o episódio como "terrorismo eleitoral".

O alerta do Santander afirmava que se Dilma se estabilizar nas pesquisas de opinião para as eleições de outubro ou voltar a subir, a bolsa irá cair, os juros subir e o câmbio se desvalorizar. O alerta foi dado nos extratos de julho do banco para os clientes do segmento Select, que tem renda de mais de R$ 10 mil por mês.

Em sua página principal da internet, a instituição financeira publicou um comunicado pedindo desculpas e dizendo que apenas 0,18% de seus clientes receberam esse tipo de extrato e que o texto não reflete a posição da instituição.

"O referido texto feriu a diretriz interna que estabelece que toda e qualquer análise econômica enviada aos clientes restrinja-se à discussão de variáveis que possam afetar a vida financeira dos correntistas, sem qualquer viés político ou partidário. Sendo assim, o banco pede desculpas aos clientes que possam ter interpretado a mensagem de forma diversa dessa orientação, e reitera sua convicção de que a economia brasileira seguirá sua bem-sucedida trajetória de desenvolvimento", diz o banco no comunicado.

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