Campanha de Costa atribui a tucano vídeo de humorista

A coordenação da candidatura de Hélio Costa (PMDB) atribuiu hoje à campanha do rival Antonio Anastasia (PSDB) a responsabilidade por um vídeo que circula na internet e no qual o humorista Tom Cavalcante faz uma sátira do candidato peemedebista ao governo de Minas Gerais. A campanha de Anastasia e o governador tucano, porém, negaram qualquer vinculação com a sátira.

EDUARDO KATTAH, Agência Estado

30 de setembro de 2010 | 18h44

O vídeo repete a fórmula usada pelo humorista em 2008, quando gravou uma imitação do candidato do PMDB à prefeitura de Belo Horizonte, Leonardo Quintão. O peemedebista foi derrotado por Márcio Lacerda (PSB), candidato apoiado por Aécio Neves (PSDB) e Fernando Pimentel (PT). O vídeo estava sendo distribuído pela Juventude do PSDB da capital mineira. Cavalcante é amigo de Aécio.

O humorista aparece caracterizado como o candidato do PMDB e ironiza a estratégia do programa assinado por Duda Mendonça de dar o mesmo espaço na campanha ao vice, Patrus Ananias (PT) - com o mote "Dois grandes homens, um só governo." No vídeo, o humorista se apresenta como "Discosta" e se refere a Patrus como "Patrás".

"Desta vez ficou sem graça", afirmou o coordenador da campanha de Costa, o prefeito de Uberaba, Anderson Adauto (PMDB), que classificou o vídeo como "desrespeitoso" e disse que ele é um produto da campanha adversária. "Chamam isso de desconstrução. Tem todo um trabalho oficial e um trabalho oficioso", afirmou. "É uma coisa tão vulgar como o ator", atacou o deputado estadual Antônio Júlio (PMDB), um dos mais próximos de Costa. Segundo assessores, o candidato do PMDB preferiu não ver o vídeo.

"É uma iniciativa do artista, porque o Supremo Tribunal Federal (STF) acaba de liberar, numa decisão até histórica, os humoristas, os artistas da área do humor, que podem fazer o seu trabalho", disse Anastasia, durante visita à região do Vale do Aço. "Não tem nenhuma vinculação com a campanha, é uma manifestação artística."

Ao final da imitação, Cavalcante agradece ao STF por permitir que os humoristas participem do processo eleitoral e diz que tem "uma relação muito forte com Minas". A reportagem procurou o humorista, mas até o início da noite ele não havia se pronunciado.

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