Marcos Fernandes/Divulgação
Marcos Fernandes/Divulgação

Campanha de Aécio não mudará estratégia, diz coordenador

Segundo ele, Marina não será alvo de ataques por parte do candidato tucano

RICARDO BRITO, Estadão Conteúdo

18 de agosto de 2014 | 12h14

O coordenador-geral da campanha do tucano Aécio Neves à Presidência, senador Agripino Maia (DEM-RN), afirmou nesta segunda-feira, 18, que o resultado da pesquisa Datafolha, divulgado nesta manhã, não vai mudar a estratégia de atuação da candidatura. O levantamento apontou Marina Silva, a provável sucessora de Eduardo Campos (PSB), morto em acidente aéreo quarta-feira passada, em empate técnico com Aécio, respectivamente 21% a 20%, e a candidata à reeleição Dilma Rousseff na dianteira com 36%.

"A pesquisa foi feita sobre o impacto da emoção e, por isso, acho que não há nenhuma razão para a campanha de Aécio mudar a sua estratégia", afirmou Agripino, ao destacar que Marina, "de maneira nenhuma", será alvo de ataques do candidato do PSDB. Segundo o coordenador-geral, Aécio trabalhará de forma propositiva, apresentando ao eleitorado o que, na avaliação da campanha, é o melhor para o País nos próximos quatro anos.

Para Agripino Maia, o que está "cristalizado" com a sondagem é que a eleição presidencial vai ter segundo turno, ao contrário do que o PT pretendia.

Questionado sobre o fato de a vantagem de Dilma para Aécio no segundo turno também ter aumentado em relação ao último levantamento - a petista subiu de 44% para 47% enquanto o tucano oscilou de 40% para 39% -, o coordenador disse que o resultado também é "produto da emoção" e não preocupa. "O quadro eleitoral foi redesenhado e vamos enfrentá-lo dentro desse novo desenho", destacou, ao ressalvar que Marina é uma ex-candidata a presidente que tem recall (lembrança do nome) e a pesquisa não é de "20 de setembro" - às vésperas do primeiro turno eleição.

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