Campanha da Fraternidade alerta sobre drogas

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) vai mobilizar este ano as mais de 8 mil paróquias católicas no País para trabalharem na campanha Vida sim, Drogas não, com a finalidade de alertar as pessoas sobre o perigo do consumo de entorpecentes. No lançamento da Campanha da Fraternidade 2001, o secretário-geral da CNBB, dom Raymundo Damasceno, disse que é necessário mostrar aos jovens brasileiros os perigos das "estratégias de aliciamento" para consumo de drogas. Este ano, a CNBB obteve o apoio da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), da Presidência da República. A CNBB vai distribuir 28 tipos de textos para missas, palestras e orações, contra o uso de drogas e a Senad colocou à disposição da Igreja cartilhas sobre prevenção. Dom Damasceno afirmou que é quase impossível fazer uma avaliação das repercussões da campanha da CNBB em todo o País. Além das paróquias, há trabalhos de campo em escolas de congregações religiosas e colégios públicos. Em junho, a CNBB deverá fazer o primeiro balanço da campanha. O Papa João Paulo II, em mensagem escrita especialmente para os brasileiros, disse que o uso de drogas é uma "fuga de si próprio e da realidade." Segundo o Papa, a droga é com freqüência "fruto do vazio interior, renúncia e perda de orientação que conduz, às vezes, ao desespero."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.