Camisinha pode virar item da cesta básica

A camisinha poderá transformar-se em um item da cesta básica, o que beneficiará 7,5 milhões de trabalhadores. A proposta será discutida em reunião a ser realizada quinta-feira sobre medidas preventivas de aids no ambiente de trabalho, com representantes de sindicatos, de empresários e do governo. Mesmo com a formalização de um acordo, na prática a distribuição dependerá de algumas medidas do governo, entre elas, a criação de incentivos fiscais para aquisição do preservativo e sua distribuição aos trabalhadores. A proposta inicial é distribuir mensalmente dez camisinhas por trabalhador.Para a gerente de prevenção do Programa Estadual de DST-Aids, Maria do Carmo Sales Monteiro, a medida abre "uma oportunidade para que o uso da camisinha seja discutido entre casais", afirmou. Algumas empresas espontaneamente adotam a medida, mas sem receber nenhum incentivo do governo para a compra dos preservativos. "Acreditamos que algumas medidas práticas possam ser adotadas, como a criação de parcerias entre as empresas para a aquisição dos preservativos mais baratos", adiantou a coordenadora do departamento de prevenção da Coordenação Nacional de DST-Aids, Denise Doneda. Um dos aspectos a ser discutido é como distribuir preservativos para quem recebe auxílio-alimentação por meio de vales. Maria do Carmo acredita que a distribuição de preservativos mude hábitos dos casais. A medida ganha importância quando se constata o grande número de mulheres casadas que contraíram o vírus nos últimos anos. Para Denise, no entanto, é imprescindível a adoção de outras medidas preventivas. Manual - O Centro Cultural Afro Pai Adão, do Recife, lançou uma cartilha que orienta filhos-de-santo a se prevenir contra a aids em rituais e na vida sexual. A cartilha, intitulada Atotô, recomenda o uso de navalha individual ou descartável nos rituais de cura ou fechamento do corpo. (Colaborou Erilene Araújo, especial para o Estado)

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