Rafael Arbex/Estadão
Rafael Arbex/Estadão

Caminhoneiros reforçaram ato na Paulista

Cerca de quarenta veículos se encontraram com protestos que tomou a avenida na tarde deste domingo

Diego Moura e Daniela Amorim, O Estado de S. Paulo

15 Março 2015 | 14h13

Atualizado às 19h42

São Paulo - Um grupo de aproximadamente 40 caminhoneiros se juntou aos cerca de duzentos mil manifestantes que tomaram a Avenida Paulista neste domingo, segundo a contagem da Polícia Militar. Eles ficaram estacionados na entrada da avenida com a Rua da Consolação até às 18h, quando foram embora, segundo o organizador do comboio, Davi Oliveira. Mais cedo, eles pararam no final da Avenida Rebouças, mas não conseguiram passar pelo bloqueio policial. "Vamos entrar de qualquer jeito", chegou a dizer o caminhoneiro. 

Antes disso, os motoristas bloquearam totalmente a Marginal do Pinheiros no sentido de Interlagos na altura da Ponte Ary Torres. Eles seguiram pela via, subiram a Ponte Estaiada e acessaram a Marginal no sentido da Rodovia Castelo Branco e subiram a Avenida Rebouças rumo à Paulista. De acordo com Oliveira, são cerca de 60 caminhões com uma única demanda. "A gente pede 'fora, Dilma' ", disse. 

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O grupo veio das rodovias Castelo Branco e Raposo Tavares. Cerca de 20 veículos entraram no quilômetro 50 da Castelo e outros 20, no quilômetro 20 da Raposo, de acordo com a Polícia Rodoviária Estadual. Depois de seguirem em comboio, provocando lentidão nas rodovias, os manifestantes entraram em São Paulo pela Marginal do Pinheiros, seguiram em velocidade reduzida e buzinando.

O Comando Nacional do Transporte, última entidade a aceitar desbloquear as rodovias durante a greve de fevereiro e março, não endossou a participação dos caminhoneiros de São Paulo. Segundo a entidade, a atitude poderia prejudicar a negociação do preço mínimo do frete, conduzida com o governo federal. 

Os motoristas de caminhão paralisaram rodovias federais e estaduais em 14 Estados do País, exigindo aumento do valor dos fretes e diminuição do preço dos combustíveis e pedágios Hoje, o grupo se juntou aos milhares de manifestantes que saíram às ruas de todos os Estados e do Distrito Federal para exigir desde a renúncia da presidente Dilma Rousseff, o combate à corrupção e, alguns, a intervenção militar.

Dutra. Além do grupo que seguiu para a Av. Paulista, outra carreata de caminhoneiros complicou o trânsito no início da tarde na Rodovia Presidente Dutra (BR-116), que liga o Rio de Janeiro a São Paulo. Houve buzinaço, e alguns caminhões carregaram faixas contra o governo da presidente Dilma Rousseff. Segundo a concessionária que administra a estrada, a CCR Nova Dutra, o protesto começou às 12h56, no Km 265, na altura do município fluminense de Barra Mansa. O trânsito chegou a ser parcialmente interrompido no sentido Rio - São Paulo. Cerca de 15 minutos depois, a faixa da direita foi fechada para que os caminhões seguissem em comboio até o km 276. Às 14h37, a rodovia já estava totalmente liberada. A concessionária informa que não há registro de retenções no local e que o trânsito flui normalmente.

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