Caminhoneiros do Paraná mantêm greve

Os caminhoneiros autônomos do interior do Paraná mantiveram a paralisação iniciada na segunda-feira, com adesão de cerca de 80% dos transportadores. De acordo com o presidente da Associação dos Caminhoneiros Autônomos de Cascavel e Região, Jeová Pereira, a adesão cresceu, chegando a mais de 90%. Transportadoras da região confirmam a queda na movimentação de caminhões. No Porto de Paranaguá, o principal do Estado, o movimento de caminhões caiu cerca de 20%.Pereira afirmou que a associação de Cascavel apóia o Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC) e representa 30 mil autônomos na região sudoeste do Paraná. Segundo ele, a categoria não voltará às estradas enquanto não obtiver uma resposta do governo federal a respeito das reivindicações. "Não temos pressa, o transporte não vai voltar enquanto o governo não nos ouvir". Os caminhoneiros reclamam dos altos pedágios e pedem a criação de uma tabela de fretes. De acordo com o sindicalista Pereira, a greve está forte nas cidades de Guarapuava, Ponta Grossa, Pato Branco, Foz do Iguaçu, Cascavel, Matolândia, Maringá, Londrina e Campo Mourão.O Porto de Paranaguá ainda não está sendo afetado pela greve dos caminhoneiros, mesmo com a queda no movimento de veículos. De acordo com a assessoria de imprensa do porto, o pátio de caminhões está recebendo 160 veículos por dia. Cerca de 200 estacionam no local normalmente. A movimentação de carga no porto é normal.

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