Caminhoneiro reclama de prejuízo com preço de pedágio

A decisão do governo paulista de suspender por um ano o aumento do valor do pedágio e passar a cobrar pelo eixo suspenso dos veículos de carga acirrou os ânimos dos caminhoneiros, que vão paralisar as atividades em todo País a partir da próxima segunda-feira, 1º. A afirmação é do presidente do Movimento União Brasil Caminhoneiro, Nélio Botelho, que classificou como "covarde" a medida anunciada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB).

VENILSON FERREIRA, Agência Estado

27 Junho 2013 | 20h05

Nélio Botelho argumentou que a decisão do governo paulista favorece os motoristas de veículos de passageiros e atenua os prejuízos das concessionárias das rodovias, mas eleva os custos dos transportadores de carga e onera os preços das mercadorias, principalmente dos alimentos. O governador de São Paulo cancelou por um ano o reajuste previsto para o dia 1º de julho. O reajuste corrigido pela inflação seria de 6,2% se seguisse o IGP-M ou de 6,5% caso levasse em conta o IPCA.

O líder dos caminhoneiros considerou um absurdo a cobrança do pedágio pelo eixo suspenso, que não põe sobrecarga no asfalto. Ele citou como exemplo o transporte da soja de Mato Grosso para o porto de Santos. "Hoje, o motorista que retorna com o caminhão vazio não paga o pedágio pelos dois eixos suspensos", diz ele. Os gastos com pedágio neste caso devem passar de R$ 500 para R$ 600.

Botelho prevê que o movimento de paralisação da próxima semana deve ter adesão total dos caminhoneiros. Ele disse que abriu uma consulta às empresas e caminhoneiros sobre a possível adesão do setor às manifestações populares e recebeu milhares de e-mails confirmando no apoio às reivindicações da categoria e participação nos protestos pacíficos.

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