Caminhoneiro grevista é preso no RS

A prisão de Lourenço Dal Rocha no quilômetro 200 da BR-158, em Cruz Alta, foi o único incidente verificado na greve dos caminhoneiros no Rio Grande do Sul. Dal Rocha, que aderiu à paralisação, junto com mais de 150 colegas, não gostou de ver um companheiro de profissão circulando pela rodovia e apedrejou seu caminhão, para que ele aderisse ao movimento. Por causa disso, foi levado à delegacia de polícia de Cruz Alta para prestar depoimento e logo após foi liberado, retornando ao local da concentração da categoria, no trevo de acesso à RS-342.Já em Três Cachoeiras, cidade localizada no litoral norte do Estado, perto da divisa com Santa Catarina, a greve é quase total. O presidente do sindicato local - o maior da categoria no Estado - Nestor Bhenck, disse que nenhum dos seus associados vai fazer piquetes para forçar companheiros a aderir à greve: "A nossa paralisação é pacífica. Não queremos confusões, pois entendemos que briga não resolve nada". Esta também é a posição do Presidente da Federação dos Caminhoneiros do Rio Grande do Sul e Santa Catarina (Fecam), Éder Dal´Lago: "Pretendemos conquistar as nossas reivindicações sem desafiar ninguém. Assim vamos ter uma planilha de fretes, segurança nas estradas e redução no preço dos pedágios. É o mínimo que exigimos para trabalharmos com dignidade."Em Rio Grande e Pelotas, na Região Sul, segundo dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o movimento de caminhões diminuiu em 40% na BR-392. A situação era idêntica nas demais rodovias, onde o movimento de caminhões foi mínimo, como na BR-290 entre São Gabriel e Alegrete. Na BR-468, em Palmeira das Missões, praticamente não passaram caminhões pela rodovia. O movimento se restringiu a carros e ônibus.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.