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Caminhoneiro exige desculpas de Serra no programa de Haddad

Paciente do SUS que participou da propaganda do petista na TV disse que, se tucano não 'tiver coragem de pedir desculpas', ao menos admita o erro ao 'Estado'

Guilherme Waltenberg, de O Estado de S. Paulo

14 de setembro de 2012 | 21h38

O programa de TV do candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, levou ao ar a polêmica do caminhoneiro José Machado, que sofre de catarata, no horário eleitoral gratuito. O caminhoneiro queixou-se de ter sua doença questionada publicamente pelo candidato do PSDB, José Serra, e disse estar de "alma lavada" depois de ter sido provado que o problema era de fato catarata. "Hoje me sinto com a alma lavada. O estrago que ele (José Serra) causou na minha vida não tem nenhum dinheiro que apague. Se ele não tiver coragem de me pedir desculpas, pelo menos diga ao jornal: 'foi engano'", afirmou Machado no programa exibido nesta sexta-feira, 14, entre 20h30 e 21h.

O caso do caminhoneiro ganhou destaque depois de ele aparecer no programa eleitoral de Fernando Haddad, no início do horário gratuito na televisão, no mês de agosto, dizendo ter catarata e estar esperando há mais de dois anos para realizar uma cirurgia na rede municipal de saúde. A Prefeitura, em resposta, desmentiu a doença, dizendo que o caso era Pterígio. Nesta quinta-feira, 13, reportagem do Estado mostrou relatórios médicos dizendo que ele sofre de catarata.

Após mostrar o caminhoneiro, o programa exibiu populares indignados com Serra: "Cadê o seu José Serra, cadê o Kassab (Gilberto Kassab, PSD, atual prefeito da Capital)?", disse um. "Só tenho uma coisa a dizer para o José Serra: Deixa a gente em paz", disse outro. No final, Haddad exibiu sua proposta de criar o centro Hora Certa, um centro para agilizar a marcação de consultas médicas.

O programa de José Serra começou do mesmo jeito que o exibido na tarde desta quarta, com a foto de Haddad junto ao deputado federal Paulo Maluf (PP), seu aliado na disputa, e os petistas José Dirceu e Delúbio Soares, réus no mensalão. Em seguida, o narrador dizia: "Você nota nele (Haddad), ele volta", exibindo alternadamente as fotos dos três. No final, Serra criticou o projeto de bilhete único mensal do petista. O programa tucano focou nas propostas de Serra para a área cultural.

O candidato do PRB à Prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno, repetiu o programa desta tarde, para defender-se do que chamou de "ataques dos adversários". Enquanto eram exibidas cenas do candidato em caminhadas pelas ruas, o locutor afirmou: "Quem o ataca deve entender que, ao agredi-lo, desrespeita você, eleitor". Em seguida, foram exibidos depoimentos de populares mostrando indignação. "Mexer com o Celso é mexer com o povo", disse uma mulher. "O Celso já brigou tanto por nós que agora é a nossa vez de ajudarmos (sic) o Celso", disse outra. O programa terminou com Russomanno dizendo: "Vou continuar te defendendo".

Gabriel Chalita, do PMDB, mostrou suas propostas para os jovens entre 18 e 24 anos, como facilitar a abertura de negócio próprio e auxiliar na conquista do primeiro emprego. Soninha Francine (PPS), associou o problema de violência na Capital à falta de iluminação, dizendo que, uma vez eleita, irá resolver o problema.

Paulinho da Força (PDT) voltou a fazer promessa de descentralizar a administração da cidade com eleição direta para subprefeitos. Na mesma linha, Carlos Giannazi, do PSOL, pregou maior participação popular na gestão de São Paulo. Levy Fidelix (PRTB) fez propostas para reduzir o trânsito em São Paulo.

A candidata do PSTU, Ana Luiza, criticou os líderes da pesquisa, Russomanno, Serra e Haddad. Para ela, Russomanno quer militarizar a administração. "A gente já viu esse filme com Maluf", disse. Anaí Caproni (PCO) criticou tanto o atual prefeito Gilberto Kassab (PSD) quanto José Serra, afirmando que são corruptos. Eymael (PSDC), disse apenas uma frase no programa: "É uma questão de querer", o resto do tempo foi preenchido por seu jingle, cantado por uma voz feminina. Miguel Manso (PPL) fez propostas para a saúde.

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