Cambridge abre centro de pesquisa de células-tronco

A Universidade de Cambridge está abrindo um centro de pesquisa de células-tronco para desenvolver tratamentos para doenças incuráveis como diabetes e traumas na medula.Segundo a universidade, o Stem Cell Institute, um investimento de 16,4 milhões de libras (US$ 30 milhões) tido como o maior do mundo no gênero, reunirá cientistas internacionais de diferentes disciplinas para acelerar o trabalho com células-tronco e sua aplicação na terapia de doenças humanas.As células-tronco são células mestras que se transformam em qualquer tipo de tecido humano e os cientistas acreditam que poderão ser usadas para substituir células doentes em pessoas com traumas na medula, mal de Parkinson, diabetes e outros males.Roger Pedersen, professor de medicina regeneradora de Cambridge, diz que a pesquisa com células-tronco provavelmente levará a terapias inovadoras de transplante de células.?A pesquisa com células tronco terá também um importante impacto na compreensão do desenvolvimento e capacidade regeneradora do corpo como um todo?, diz.?Essa pesquisa tem um potencial profundo para o tratamento de doenças geralmente debilitantes, como o mal de Parkinson, de Alzheimer, diabetes, canceres, doenças do coração e do sangue, e, deste modo, tem a capacidade de melhorar sobremaneira a qualidade de vida?, garante Pedersen, que trabalhou na Universidade da Califórnia até 2001.A Inglaterra foi a primeira nação a autorizar a clonagem de embriões humanos para produção de células-tronco para pesquisa. E, no mês passado, abriu seu primeiro banco nacional de células-tronco.O National Institute for Biological Standards and Control, em Potter?s Bar, a 19 quilômetros ao norte de Londres, armazenará e produzirá células, distribuindo-as a pesquisadores em todo o mundo. Seu banco de dados pretende ser capaz de agilizar a pesquisa mundial e assegurar que todas as células-tronco provêm de fontes éticas.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.