Câmara terá reforço na discussão sobre CLT

O presidente da Câmara, Aécio Neves, tomou providências para evitar tumultos durante a discussão do projeto de lei do governo que estabelece uma prevalência dos acordos e convenções coletivas sobre a legislação trabalhista. Aécio reforçou a segurança da Câmara para restringir o acesso às dependências da Câmara a vinte pessoas indicadas por cada partido. O receio do presidente da Câmara é de que o plenário seja ocupado por dirigentes sindicais que poderiam provocar tumultos para dificultar a votação do projeto.O presidente da CUT, João Felício, está na Câmara em contato com líderes partidários para tentar evitar a votação do projeto mas não obteve sucesso até agora. Ele foi recebido pelos líderes do PFL, Inocêncio Oliveira, e do PMDB, Geddel Vieira Lima, que não lhe deram grandes esperanças. Segundo pessoas que participaram dos encontros, Geddel foi o mais enfático em estimular a pressão dos dirigentes sindicais para que o governo retire a urgência constitucional que coloca o projeto como prioritário na pauta do plenário. Felício não foi recebido pelo líder do governo na Câmara, Arnaldo Madeira, que conversou apenas com o líder do PT, Walter Pinheiro. Madeira comunicou a Pinheiro que a intenção do governo é votar o projeto na sessão de hoje.

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