Câmara tenta votar reajuste para Kassab e secretários

Mesmo depois de sucessivos cortes no Orçamento feitos por Gilberto Kassab (DEM), a Câmara Municipal de São Paulo tenta hoje construir uma proposta de aumento de salário do prefeito, da vice, Alda Marco Antonio, e dos 27 secretários. Segundo líderes de bancada, o novo salário deve ser de cerca de R$ 17,5 mil - valor já recebido por nove secretários que acumulam o salário atual (R$ 5,3 mil) e mais dois jetons - espécie de gratificação - de R$ 6 mil pela participação em conselhos administrativos de empresas da Prefeitura. Kassab ganha atualmente R$ 12 mil mensais.

AE, Agencia Estado

28 Outubro 2009 | 10h02

Apesar da sintonia com Kassab, a proposta apresentada ontem pelo presidente da Câmara, Antonio Carlos Rodrigues (PR), rachou a base kassabista. Aliados disseram ser favoráveis ao reajuste, mas alegam que o momento não é adequado. "É um negócio justo, mas difícil de defender agora. É um desgaste fora de hora", afirmou um dos líderes. "Se fosse correção da inflação, ainda teria justificativa."

A preocupação com possível "desgaste" tem motivo. Na semana passada, a Justiça Eleitoral cassou 13 vereadores e tornou um suplente inelegível por três anos acusados de receber doações ilegais da Associação Imobiliária Brasileira (AIB). Eles já conseguiram efeito suspensivo até o julgamento do recurso no Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Kassab diz que vai abrir mão de seu futuro reajuste, mas a majoração é pleiteada pelos secretários. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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