Câmara só vota projetos prioritários no fim do mês

Os dois projetos prioritários para o governo neste esforço concentrado na Câmara: o que estabelece a nova Lei de Falências e o que trata das agências reguladoras, só deverão ser votados na quarta semana de agosto, quando está marcado um novo esforço concentrado. "Esse é o desejo", disse o presidente da Casa, João Paulo Cunha. Ele afirmou que ainda é necessário negociar as duas propostas antes de chegarem ao plenário. João Paulo, que vai reunir os líderes hoje à tarde, às 14h30, para definir a pauta de votações, disse que duas medidas provisórias estão trancando os trabalhos. Além delas estão na lista de votação os projetos que recriam a Sudam e a Sudene, o que cria a Empresa Brasileira de Hemoderivados, dois projetos que tratam de questões militares, e as propostas de emenda constitucional que tratam do trabalho escravo e da reforma da Previdência. Conselho Federal de Jornalismo O presidente da Câmara disse ainda que a proposta de criação do Conselho Federal de Jornalismo só será votada na Câmara depois de muito debate e negociação. Segundo ele, o conselho não vai ser aprovado com urgência e só após muita discussão será levado ao plenário. Ele disse que o projeto do governo foi anexado a uma proposta já existente na Câmara, do deputado Celso Russomano (PP-SP) e afirmou que não será um projeto para cercear a liberdade do profissional. "Se ferir a liberdade de imprensa, como uma censura, não vai prosperar na Câmara", disse João Paulo. Segundo ele é uma preocupação da Câmara a regulamentação do exercíco das profissões, o que inclui a dos jornalistas.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.