Câmara simula votação eletrônica para a Mesa Diretora

A secretaria geral e a coordenação do sistema eletrônico de votação da Câmara realizaram nesta quarta-feira uma simulação da eleição para a Mesa Diretora da Casa em urnas eletrônicas. O sistema será usado no dia 1º de fevereiro, quando os deputados elegerão o presidente da Câmara, os demais seis titulares da Mesa e os quatro suplentes. O sistema desenvolvido pelo setor de informática da Casa, que será inaugurado nessa eleição, vai permitir o resultado quase que imediato. A previsão é que a sessão de votação dure em torno de quatro horas, contando o tempo que cada candidato terá para fazer o seu discurso, a votação e a apuração. Até a eleição passada, os votos eram em cédulas e a apuração manual com a leitura de cada um deles em voz alta. Com a urna eletrônica, assim que for encerrada a votação, o resultado sairá rapidamente. A eleição para presidente da Câmara mais demorada foi em 2005, quando os deputados elegeram Severino Cavalcanti (PP-PE). A sessão durou 14 horas e meia e foi decidida em dois turnos.O diretor da Coordenação do Sistema Eletrônico de Votação da Câmara, Leirton Saraiva de Castro, estima entre 2 e 3 minutos o tempo que cada deputado levará para concluir a votação para os 11 cargos. Foram instaladas nove urnas no plenário da Câmara, incluindo uma para portador de deficiência. Além dos três candidatos - Arlindo Chinaglia (PT), Aldo Rebelo (PCdoB) e Gustavo Fruet (PSDB) -, o parlamentar também poderá votar em branco, possibilidade que conta para efeito de quórum. VencedoraNo teste, foram colocados nomes e fotos de deputados novatos. O resultado da simulação para a presidência da Casa deu vitória a deputada Manuela D´Ávila (PCdoB-RS), do mesmo partido do presidente da Câmara, Aldo Rebelo, que disputa a reeleição. Ela obteve 24 votos. A deputada Rebecca Garcia (PP-AM) teve 12 votos e Gladson Cameli (PP-AC) obteve 7. "É um bom presságio", comentou Aldo em tom de brincadeira, quando soube do resultado. Ele foi ao plenário verificar a instalação das urnas.A montagem de cabines de votação e o uso de urnas foram adotados pela Câmara para garantir a privacidade do deputado no momento de votar. O painel eletrônico, usado normalmente nas votações, garantiria o voto secreto, mas não a privacidade do parlamentar, porque o deputado vota em bancadas sob a visão de todo o plenário. As urnas eletrônicas passaram pela vistoria dos líderes partidários ou por seus assessores.

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