Câmara separa em três grupos os deputados citados na Sanguessuga

A mesa da Câmara separou em três grupos os deputados citados na lista das investigações sobre supostas fraudes em licitação para a compra de ambulâncias para prefeitura. A lista foi preparada pela Polícia Federal e encaminhada pela justiça à Câmara.O presidente da Casa, Aldo Rebelo, afirmou que um grupo de deputados será analisado por uma comissão de sindicância. Neste primeiro grupo estão os deputados contra os quais há indícios de envolvimento nas supostas irregularidades.No segundo grupo ficarão os casos ainda sobre análise da corregedoria da Câmara, aguardando mais informações.Já os deputados contra os quais a mesa considerou não haver indícios ou informações consistentes no documento da Polícia Federal foram excluídos das apurações."Foi um procedimento cautelar. Não tem como base investigação anterior mas, mesmo assim, julgamos pelos indícios iniciar as investigações contra o grupo", afirmou Rebelo. Na reunião, que durou duas horas, os integrantes da mesa afirmaram que a Polícia Federal deveria ter investigado o caso mais profundamente.Os três deputados integrantes da mesa diretora que foram citados na lista - o segundo-secretário Nilton Capixaba (PTB-RO), o terceiro secretário Eduardo Gomes(PSDB-TO) e o quarto secretário João Caldas (PL-AL) - não participaram da reunião. A reunião foi fechada sem que os assessores dos parlamentares pudessem participar.O corregedor da Câmara, Ciro Nogueira, informou que serão incluídos no grupo que aguarda novas informações da corregedoria os deputados que tiveram funcionários presos, mas que os indícios de envolvimento nas irregularidades não foram suficientes para incluí-los nas investigações da comissão de sindicância.De acordo com o presidente Aldo Rebelo, essas informações poderão ser apresentadas tanto pelo Ministério Público, como pela Polícia Federal ou pelos funcionários que estão presos e que ainda estão sendo interrogados. Rebelo disse ainda que os indícios são substanciais no caso dos servidores.Nogueira disse ser fundamental que a comissão de sindicância ouça a funcionária do Ministério da Saúde Maria da Penha Lino, já nos primeiros dias de trabalho. A decisão da mesa foi unânime.

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