Câmara renova licença médica de Genoino por mais quatro meses

Deputado petista sofreu isquemia cerebral em agosto e espera resposta a pedido de aposentadoria por invalidez

Ricardo Chapola - O Estado de S.Paulo

18 de setembro de 2013 | 15h57

SÃO PAULO - A Câmara dos Deputados renovou nesta quarta-feira, 18, por mais 120 dias a licença médica do ex-presidente do PT José Genoino (SP). O parlamentar está licenciado do cargo desde que sofreu uma isquemia cerebral, em agosto.

 

Uma junta médica composta por três cardiologistas da Câmara decidiu prolongar o benefício para poder decidir, depois desses 120 dias, se vai conceder a aposentadoria por invalidez, solicitada pelo deputado.

 

Genoino é um dos 25 condenados por envolvimento no mensalão e está entre os 12 réus que vão direito ao novo julgamento depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) ter dado aval aos embargos infringentes. O ministro Celso de Mello votou a favor dos embargos e desempatou a discussão, que estava em 5 a 5.

 

Segundo a Câmara, os médicos não querem deliberar sobre a aposentadoria sem antes avaliar qual será o estado de saúde do deputado decorrido aquele prazo. A medida, de acordo com a Câmara, é para que o benefício não seja concedido sem necessidade.

 

Eles não querem, segundo a Câmara, aposentar um parlamentar sem que ele esteja, de fato, inválido. Após sair o voto de minerva do ministro Celso de Mello, o advogado do petista Luiz Fernando Pacheco disse que a decisão do STF fez prevalecer o estado de direito. Afirmou também que vai esperar a publicação do acórdão antes de detalhar a linha em qual vai trabalhar a defesa do parlamentar.

 

"Vamos aguardar a publicação do acórdão para apresentar os (embargos ) infringentes. O que dá para adiantar é que vamos trabalhar nos votos vencidos", disse.

 

Pacheco afirmou que ligou para o deputado assim que o ministro encerrou seu voto para comunicá-lo. Genoino, segundo o advogado, estava bem, parecia já saber da notícia e agradeceu Pacheco pelo trabalho. Desde os problemas de saúde do petista, ele deixou de assistir ao julgamento por recomendação médica, ficando a cargo de Pacheco informá-lo sobre o caminhar das sessões.

 

Durante toda a sessão desta quarta, Genoino se manteve recluso. Segundo o advogado, o petista ficou em casa. Ao longo de toda a tarde, a residência do petista permaneceu com a luz da sala acesa e as janelas fechadas. Nenhuma visita apareceu.

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