Câmara rejeita obra da Gautama em aeroporto no Amapá

Deputados excluíram do texto emenda do Senado prevendo R$ 6,89 milhões a construtora acusada de fraude

MILTON F.DA ROCHA FILHO, Agencia Estado

23 de outubro de 2007 | 14h50

Os deputados rejeitaram emenda do Senado à medida provisória 381/07, que abre crédito extraordinário no valor de R$ 6,33 bilhões para diversos órgãos do Poder Executivo. Os deputados haviam excluído da MP R$ 6,89 milhões destinados a obras de infra-estrutura no aeroporto internacional de Macapá, no Amapá.   A construtora Gautama é uma das empresas participantes do consórcio responsável pelas obras e foi apontada recentemente pela Polícia Federal, na Operação Navalha, como supostamente a principal beneficiada por um esquema de fraudes em licitações de obras públicas. Com a decisão dos deputados, fica restabelecido o texto aprovado pela Câmara, que será enviado para sanção presidencial. O Senado havia liberado recursos para essas obras, mas um acordo entre oposição e governo na Câmara condicionou a liberação dos recursos à conclusão das investigações que estão sendo feitas sobre essa obra pelo Tribunal de Contas da União (TCU).   Operação Navalha   No dia 17 de maio, a Operação Navalha, da Polícia Federal,  prendeu 47 pessoas suspeitas de fraudes e licitações em obras públicas. O empresário Zuleido Veras, dono da construtora Gautama,  é considerado o chefe da máfia das obras. Ele e seu filho, Rodolpho Veras, foram presos durante a operação.   Além deles, foram presos também políticos como o ex-governador do Maranhão, seu filho e dois sobrinhos do governador atual do Estado, Jackson Lago. O ex-ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, renunciou após ser acusado de receber propina de R$100 mil da construtora.

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