Câmara recebe documentos sobre remessas ilegais

O delegado José Francisco Castilho Neto e o perito da Polícia Federal, Renato Barbosa, entregaram hoje aos deputados da Comissão de Segurança da Câmara uma série de documentos mostrando a forma como o dinheiro era desviado do Brasil para o exterior através de contas CC-5 do Banestado. Os policiais também mostraram uma relação de nomes de pessoas físicas e empresas que supostamente teriam se utilizado do esquema para fazer remessas ilegais ao exterior. Segundo o presidente da Comissão, Moroni Torgan, somente após um cruzamento com dados da Receita Federal é que se poderá saber se todas as operações foram irregulares. "Os indícios mostrados nos preocupa", afirmou Torgan. "Mas é preciso antes fazer um cruzamento para saber se tudo que foi mostrado é ilícito." Para Castilho, depois de concluídas as investigações, o volume de recursos enviados ilegalmente ao exterior poderá ser maior, podendo chegar até ao dobro dos US$ 30 bilhões presumíveis. "Existe uma grande necessidade de se prosseguir nas investigações", afirmou o delegado, que foi retirado do caso à pedido do Ministério Público Federal e colocado à disposição pela direção da PF do procurador da República no Distrito Federal, Luiz Francisco de Souza. "Para se ter uma idéia, em uma conta achávamos que havia apenas US$ 40 milhões, mas em Nova York ficamos sabendo tratar-se de US$ 240 milhões", acrescentou o delegado.

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