Câmara quer empurrar decisão para ano que vem

Cresce o movimento na Câmara para deixar a votação da reforma tributária para o ano que vem. Apesar dos esforços do governo, os líderes da base aliada e de oposição consideram difícil que a reforma seja votada este ano, como defende o Palácio do Planalto. A oposição promete continuar obstruindo as votações na Câmara para tentar impedir a análise do tema. Para o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), é "impossível" que a votação da reforma tributária seja concluída este ano. "Havendo obstrução leva muitas semanas para votar a reforma tributária. Concluir a reforma é impossível. Mas o que não pode é parecer que a tributária não é importante", afirmou Chinaglia ontem, depois de ver fracassar sua tentativa de limpar a pauta e votar a medida provisória que reajusta a remuneração de carreiras do governo federal. Por falta de quórum, não houve votações. O líder do PR na Câmara, Luciano Castro (RR), e o vice-líder do governo na Casa, Ricardo Barros (PP-PR), conversaram ontem com o ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro. Eles fizeram um apelo para que o governo desista de votar a reforma tributária este ano. "Ele (Múcio) prometeu conversar sobre o assunto com o presidente Lula", disse Castro. Os líderes aliados e de oposição não compareceram à reunião para tratar da pauta de votações desta semana. Novo encontro foi marcado para hoje.

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