Câmara prorroga por 90 dias processo contra Paulinho

Parlamentar é acusado de tráfico de influência na Operação Santa Tereza, deflagrada pela Polícia Federal

CARINA URBANIN, Agencia Estado

20 de agosto de 2008 | 17h49

O plenário da Câmara aprovou nesta quarta-feira, 20,  o requerimento do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, que prorroga por 90 dias o prazo para conclusão do processo contra o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical. O prazo normal terminaria em 15 de setembro. O parlamentar é acusado de tráfico de influência na Operação Santa Tereza, deflagrada pela Polícia Federal (PF) no dia 24 de abril. O presidente do conselho, deputado Sérgio Moraes (PTB-RS), lembrou que até agora todas as investigações foram feitas em sigilo no Supremo Tribunal Federal (STF), o que dificulta o cumprimento dos prazos. Além disso, os vereadores justificaram que a campanha eleitoral está comprometendo o andamento dos trabalhos. O relator do processo, deputado Paulo Pinhal (PMDB-MG), afirmou que faltam provas contundentes para que Paulinho seja acusado de quebra de decoro.A Operação Santa Teresa investiga um suposto esquema de desvio de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para cerca de duzentas prefeituras. Em alguns casos, o dinheiro seria destinado a obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal. Parte dos recursos, de acordo com informações divulgadas pela PF, teria sido destinada às contas de pessoas e entidades ligadas a Paulinho, entre elas a organização não-governamental (ONG) Meu Guri, dirigida por sua mulher, Elza de Fátima Pereira. Na avaliação do relator, Paulo Pereira tem envolvimento evidente com a ONG Meu Guri, mas afirma que nada ainda foi comprovado contra ele. As informações são da Agência Câmara.

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