Câmara pode dar aumento salarial de 82% para Lula

O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), pretende propor um aumento de 82,8% no salário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O valor passaria de R$ 8.885,48 - em 2003, quando foi concedido o último reajuste - para R$ 16.250,42, que é o valor proposto para os salários dos parlamentares. O valor está acima da proposta anterior: 26,49%, que corresponde à inflação acumulada de fevereiro de 2003 a fevereiro deste ano. A cifra também ultrapassa o porcentual de reajuste do salário mínimo no período de abril de 2003 a abril de 2007: 58.3%. "Achamos mais do que razoável o presidente Lula ganhar igual a deputados e senadores", disse Chinaglia nesta quarta-feira, 11, em reunião com os integrantes da Mesa Diretora. Ele afirmou que vai contatar o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). A proposta pode conter ainda aumento para ministros de Estado. Há cerca de 20 dias, a Comissão de Finanças e Tributação da Câmara, aprovou uma proposta de reajuste para os salários do presidente Lula e dos ministros que previa apenas a reposição da inflação, o que os elevaria para R$ 11.239.Os sete integrantes da Mesa também decidiram elaborar o projeto de reajuste dos próprios salários. O valor passaria dos atuais R$ 12,8 mil para R$ 16,25 mil, o que corresponde à reposição da inflação dos últimos quatro anos. No entanto, os parlamentares rejeitaram - por seis votos a um - aumento da verba de gabinete. O deputado Ciro Nogueira (PP-PI), segundo-secretário da Mesa, havia proposto, há cerca de 15 dias, que a verba, hoje em R$ 50,8 mil mensais, fosse reajustada para R$ 65,1 mil mensais. "O assunto foi encerrado, o aumento da verba foi derrotado", relatou Ciro Nogueira, único a votar a favor desse reajuste. Chinaglia disse, após a reunião, que "não haverá alteração em nenhuma das verbas, nem na de gabinete nem na indenizatória. Fim de sessão às segundasA experiência da Câmara de tentar aumentar os dias de votação na semana acabou. Na última terça-feira, 10, em reunião dos líderes partidários e Arlindo Chinaglia, foi decidido, por unanimidade, que não haverá mais sessões de votação às segundas-feiras. As sessões das segundas-feiras, na avaliação que vinham fazendo os líderes, não estavam se mostrando eficientes nem produtivas. Quando assumiu o cargo de presidente, Chinaglia instituiu votações às segundas-feiras, mas o quórum, nesses dias, estava menor a cada semana. No início, havia a desculpa do chamado apagão aéreo, mas, na segunda passada, se repetiu o quórum baixo. Para compensar o fim das sessões de votação às segundas-feiras, os líderes se dispuseram a fazer sessões deliberativas às terças-feiras pela manhã e não apenas à tarde.   Comente esta notícia, participe do fórum

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