Câmara pode cassar vereadora acusada de invasão

Câmara pode cassar vereadora acusada de invasão

A Câmara de Iaras, no interior de São Paulo, abriu processo de cassação contra a vereadora Rosimeire Pan D''Arco de Almeida Serpa (PT), acusada de participar da invasão e depredação da fazenda Santo Henrique, da Cutrale, no final do ano passado. Na ação, integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) destruíram 12 mil pés de laranja da propriedade. As testemunhas de defesa da vereadora serão ouvidas em sessão marcada para amanhã.

JOSÉ MARIA TOMAZELA, Agência Estado

12 de abril de 2010 | 19h47

O processo foi aberto com base em denúncia do munícipe Gileno Marques. Ele alega que, por ter participado de uma ação criminosa, a vereadora infringiu as normas que tratam do decoro parlamentar.

Rosimeire é mulher do coordenador regional do MST, Miguel Serpa, e chegou a ser presa com o marido e outros integrantes, no início deste ano, por ter participado da invasão. Entre os presos estava o ex-prefeito de Iaras, Edilson Granjeiro (PT). O grupo foi libertado após um habeas corpus do Tribunal de Justiça (TJ).

Assim como os outros, a vereadora responde a processo por formação de quadrilha, furto e dano qualificados e esbulho possessório. Hoje, ela negou ter participado da depredação e disse que não pode ser penalizada pela Câmara por defender os sem-terra.

O presidente da Câmara, João Presser Júnior (PPS) pediu reforço policial durante a sessão. Em 60 dias, a comissão processante deve emitir um relatório que será colocado em votação. A perda do mandato ocorrerá se a proposta de cassação for aprovada por dois terços dos vereadores.

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