Câmara pode adiar votação de relatório sobre impeachment

Um detalhe do dispositivo legal poderá adiar a votação poderá adiar a votação para o período da tarde

Agência Brasil,

04 de março de 2010 | 11h06

Um detalhe do dispositivo legal poderá adiar a votação na Câmara Legislativa do Distrito Federal do relatório do deputado Chico Leite (PT), que pede o impeachment do governador licenciado e preso, José Roberto Arruda (sem partido). A sessão está marcada para a manhã desta quinta-feira, 4, mas poderá ser adiada para o fim da tarde.

 

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A lei determina que a votação seja feita 48 horas depois da publicação do relatório no Diário da Câmara Legislativa, o que ocorreu apenas às 17 horas da última terça-feira, 2.

 

A defesa de Arruda alega que é preciso esperar o prazo regimental e questiona a situação dos sete suplentes que tomaram posse na terça-feira em substituição aos titulares, que estão impedidos por ordem judicial de votar no processo porque são acusados de participação no esquema do recebimento de propina. Os advogados de Arruda também alegam cerceamento de defesa, pois o governador está preso.

 

No mesmo horário, o Supremo Tribunal Federal julgará o habeas corpus de Arruda. Ele está preso desde o dia 11, acusado de chantagear uma testemunha para que prestasse depoimento em seu favor na Polícia Federal. Na última quarta-feira, 3, Arruda formalizou um compromisso de se manter afastado do cargo até o fim das investigações. Acredita que, com isso, o Supremo irá conceder sua liberdade.

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